gota de água caindo na água
Creative Commons
Mineradoras são protagonistas na maior parte das brigas por água

RIO - O número de conflito pela água aumentou 77% em 2019 em relação ao ano anterior, aponta a 34ª edição do relatório "Conflitos no Campo Brasil" a ser divulgado nesta sexta-feira pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O estudo considera questões envolvendo a água aquelas provocadas pela mineração, por empresários de diversos setores, por hidrelétricas e pela ação ou omissão dos governos federal, estaduais e municipais.

Em 2019, foram registrados 489 conflitos, envolvendo 69.793 famílias. É o maior número de conflitos pela água já registrado pela CPT. Três estados somam juntos 61% do total de conflitos (298): Minas Gerais (128); Bahia (101) e Sergipe (69).

Leia também: AGU lança cartilha sobre condutas vedadas nas eleições municipais

O relatório diz que trata-se de conflitos são questões diárias da "classe camponesa", dos indígenas e quilombolas no campo brasileiro pelo enraizamento no lugar, muitas das vezes um território – assentamento, reserva indígena, comunidade quilombola – conquistado a duras penas no enfrentamento ao latifúndio, à mineradora, à hidrelétrica ou ao próprio Estado.

De 2002 a 2014, a média anual era de 65 conflitos, compreendendo 27,5 mil famílias. De 2015 a 2019, a média chegou a 254 conflitos, aproximadamente 53 mil famílias.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários