Maria Eduarda
Reprodução/redes sociais
Maria Eduarda foi raptada e abusada ao longo das 17 horas em que ficou em cativeiro

A menina de 9 anos que foi sequestrada e estuprada na última semana em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, deve ser ouvida novamente sobre o crime nos próximos dias. A Polícia Civil avalia se vai colher um novo relato da criança com o acompanhamento de um psicólogo e a presença da equipe da Delegacia da Criança e Adolescente Vìtima (DCAV). Após esse depoimento, o inquérito do caso deve ser concluído e enviado à Justiça.

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O auxiliar de serviços gerais Ricardo Ferreira Rabello, de 43 anos, está preso temporariamente suspeito de ter sequestrado e estuprado a menina. A prisão temporária é de 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30. Com a conclusão do inquérito e o indiciamento de Rabello, a polícia vai pedir à Justiça a sua prisão preventiva, que é por tempo indeterminado. Na 60ª DP (Campos Elíseos), responsável por investigar o caso, o auxiliar de serviços gerais confessou o crime na presença de um advogado.

A menina de 9 anos foi levada de uma praça de Duque de Caxias no último dia 8. Ela ficou 17 horas desaparecida e foi resgatada por policiais militares na Rodovia Washington Luiz, em Campos Elíseos, na altura da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). No dia em que foi encontrada, a criança chegou a ser ouvida pela polícia com o acompanhamento de uma psicóloga.

De acordo com as investigações da polícia, a menina sofreu abusos na casa do suspeito, no bairro São Bento, também em Duque de Caxias. A residência simples, que tem um portão improvisado com palet de madeira e é coberta por uma fina camada de telha de amianto, conta com três pequenos cômodos. Uma cozinha, um banheiro sem chuveiro, e um quarto. Neste último cômodo, há uma cama box onde a criança teria dormido.

Uma televisão de 14 polegadas, onde o auxiliar de serviços gerais assistiu a notícia que a menina estava sendo procurada, estava sobre uma espécie de estante de madeira. Um currículo guardado no local informava que Rabelo trabalhou entre 2016 e 2017 em uma empresa que serve refeições. No documento, Ricardo diz ser uma pessoa que tem capacidade de ouvir e seguir instruções, além de ser comunicativo e com competência para planejar tarefas. Na cozinha, há uma geladeira antiga e uma pia.

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A casa de tijolos não conta com emboço e, no lugar de uma das janelas, há apenas um buraco. Apesar disto, vizinhos informaram que não ouviram nenhum barulho suspeito, entre domingo e segunda-feira, quando a criança esteve no local em companhia do auxiliar de serviços gerais: "a gente não ouviu nada. Até porque aqui é uma rua muita tranquila".

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