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Divulgação/Governo do Rio/Eliane Carvalho
Witzel diz que o carnaval do Rio precisa ser reestruturado


O governador Wilson Witzel disse nesta sexta-feira que o carnaval do Rio precisa passar por uma reestruturação completa que atenda não apenas as escolas do Grupo Especial como as da Série A e aquelas que desfilam na Intendente Magalhães. A declaração foi uma resposta à crítica feita ao governador no início dos desfiles desta noite.

Witzel diz que tentou assumir a gestão do carnaval, mas não conseguiu concluir o processo com a prefeitura. As declarações foram dadas quando o governador inaugurou uma exposição em homenagem ao centenário de nascimento de Candonga, ex-administrador do Sambódromo. A família de Candonga é guardiã da chave da cidade e entregou de forma simbólica o item ao governador do Rio.

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"O carnaval do Rio precisa ser reestruturado. Não foi possível conseguir patrocínio para todo mundo. Ficamos sem condições de fazer mais pelo Carnaval. Normalmente, cabe a Riotur fazer a captação de patrocínios. Tenho o compromisso de fazer isso em 2021. Não apenas em patrocínios, mas em incentivos culturais",  disse o governador na Sapucaí.

O secretário de governo Cleiton Rodrigues disse que o governo do estado já está planejando para o ano que vem uma ajuda pra as escolas de samba do Grupo Especial e Série A. Rodrigues só não explicou qual será a ajuda que o estado poderá dar às agremiações. A fala do secretário foi após a Lierj protestar, contra o governo do estado, na primeira noite de desfiles da Série A.

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"O governador está pensando em um planejamento para o ano que vem. Estamos trabalhando pra ajudar cada escola",  garantiu.

Criticado na avenida

Um protesto contra o governador Wilson Witzel abriu a primeira noite de desfiles da Série A no Sambódromo. Por meio de uma faixa, representantes da Liga das Escolas de Samba do Rio (Lierj), que organiza o desfile, afirmaram que a Série A “sofre pela falta de apoio do poder público”. Segundo a direção da liga que representa a Série A, as escolas estão “agonizando”.

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"Quem decidiu fazer esse protesto foram todas as escolas da Série A. Todo mundo tem apoio, menos a Série A. Somos um patinho feio",  desabafou o presidente da Lierj Wallace Palhares.

Derrota na Alerj

O governador também comentou a derrota sofrida nesta quinta-feira na Alerj, quando os deputados derrubaram por 42 votos a 5 um decreto que dava incentivos fiscais para empresas termoelétricas que geram energia a partir de gás natural

"O relacionamento com a Alerj é o melhor possível. Faz parte do jogo democrático. Se o parlamento entendeu que havia dúvidas, que o decreto poderia beneficiar empresas já instaladas, isso ficará mais claro agora com a discussão de um projeto de lei (de autoria do presidente André Cecíliano). Eu entendo que o decreto só valia para novas empresas. Mas estamos abertos ao diálogo. Não há problemas em debater com o parlamento", diz Witzel.

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