90% das famílias já deixaram os prédios.
Gabriel de Paiva / Agência O Globo
90% das famílias já deixaram os prédios.

Os moradores do Condomínio das Figueiras, na Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde dois prédios desabaram em abril do ano passado, começaram a deixar suas casas nesta terça-feira. A Prefeitura deu início à desocupação das moradias para realizar os testes de estabilidade de seis edifícios no local, mas os imóveis precisam ser esvaziados para que seja feita uma nova avaliação da estrutura. As análises começam ainda nesta semana.

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As 70 famílias que moram lá receberam prazo até esta terça-feira para esvaziarem os apartamentos, mas somente 90% já desocuparam as moradias. O grande temor é que as construções sejam demolidas antes do resultado dos laudos, já que, no último dia 10, foi publicado um edital de licitação para demolição no Diário Oficial, no valor de R$ 3,2 milhões. Procurada, a prefeitura respondeu que a licitação foi publicada para acelerar os processos, "caso seja necessária a demolição".

Durante a presença de funcionários na Prefeitura, que agiram na retirada de imóveis e pertences das famílias, moradores protestaram na entrada do condomínio com faixas.

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Em nota, a prefeitura diz que vai fazer testes estruturais nas unidades para definir se os moradores vão poder voltar para os imóveis ou se eles vão ser realmente demolidos. E afirma que o laudo deve ficar pronto até o fim de janeiro.

Sobre o aluguel social, a Subsecretaria de Habitação afirmou que ainda "analisa o perfil das famílias para verificar se elas atendem os requisitos para serem atendidas pelo Auxílio Habitacional Temporário, caso haja condenação dos prédios". Até o momento, as famílias que estão deixando os imóveis reclamam que não receberam a ajuda e não têm para onde ir.

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A prefeitura diz que, se o laudo apontar a necessidade de demolir os prédios, vai avaliar o perfil das famílias, para ver se vai oferecer um auxílio habitacional temporário.

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