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Servidores municipais do Rio de Janeiro se manifestam contra o atraso de repasses para a Saúde e a suspensão do 13º para funcionários da Educação

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Divulgação/Prefeitura Rio
Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro

 Funcionários de vários setores do município do Rio de Janeiro protestam nesta terça-feira (17) em frente ao prédio da prefeitura, na Cidade Nova. Eles se mobilizam contra a suspensão dos pagamentos da Saúde, cujas organizações sociais (OSs) estavam sem receber repasses desde outubro. Além disso, manifestam-se contra a suspensão do pagamento do 13º salário dos profissionais da Educação.

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Aos gritos de “caloteiro”, os servidores reivindicam os pagamentos dos salários em dia. O enfermeiro Glauber Amancio recebeu os pagamentos de outubro e novembro nesta terça-feira, mas resolveu comparecer ao ato em solidariedade aos colegas de prefeitura.

— Só recebemos esses pagamentos porque lutamos muito. Agora, vemos nossos colegas nessa situação também — afirma.

Ele conta que chegou a ficar com o aluguel de sua casa atrasado e com a geladeira vazia, e que só não chegou a contrair dívidas porque a esposa é servidora do Estado.

— Minha mulher é PM, ela segurou as pontas — disse Glauber, que há oito ano como funcionário de uma OS, afirma que esta é a primeira vez que os salários atrasam.

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Já a professora Conceição Aparecida, de 61 anos, é servidora do município há 30 e afirma que as dúvidas não são só sobre o pagamento do 13º, mas também sobre as férias e pagamentos futuros, como do mês de janeiro.

— São 30 anos recebendo meu salário limpo, nenhum outro governante fez isso — diz ela, indignada.

O sentimento é o mesmo das professoras Cristine Champeval e Edilma Trajano, que compareceram ao ato para reivindicar o 13º da categoria e em solidariedade aos profissionais da Saúde. Para elas, o 13º já tinha destino certo: pagar dívidas e aluguel.

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— É para pagar o aluguel da minha filha que estuda em Foz do Iguaçu — conta Cristine.

Segundo ela, todo ano, neste período ronda a dúvida a respeito do pagamento em dia:

— A gente já trabalha num terror psicológico que eles fazem de “será que vai ter o dinheiro pra pagar?”

O gari Valdemir Olidio é funcionário da Comlurb há 19 anos. A categoria não está com os salários atrasados . Mas ele compareceu ao ato em solidariedade com os demais servidores.

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— Eu me coloquei no lugar dessas pessoas que estão sem receber. Imagina como será o Natal delas — questiona.