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Sem respostas sobre quem mandou matar Marielle Franco há 629 dias, subprocuradora Lindôra Maria Araújo disse que a "situação atual de impunidade em relação aos mandantes dos crimes tem-se tornado perene"

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Guilherme Cunha/Alerj
Marielle Franco foi brutalmente assassinada em 14 de março de 2018

A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a ressaltar a necessidade da federalização das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes para encontrar e responsabilizar os mandantes do crime. Nas alegações finais entregues ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) — que deve decidir até o fim do ano se o caso fica à cargo do Ministério Público do Rio ou sob os cuidados da PGR — a subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo, afirma que a "situação atual de impunidade em relação aos mandantes dos crimes tem-se tornado perene" pela "inércia dos órgãos estaduais na conclusão das investigações".

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O comando da PGR defende o entendimento da antecessora Raquel Dodge, que pediu a federalização do caso em 17 de setembro. Lindôra argumenta que os órgãos estaduais são "incapazes de cuidar do crime" contra a vida de Marielle e Anderson e que, portanto, manter as investigações no âmbito estadual pode configurar um "desrespeito às obrigações internas de garantia de direitos humanos e gerar o risco de mais uma derrota do Brasil nas cortes internacionais".

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"Passados quase nove meses do oferecimento de denúncia contra duas pessoas apontadas pelo MP-RJ como executores do duplo homicídio, até o momento não se tem notícia da identificação dos mandantes e de sua responsabilização criminal. O que há de concreto é a suspeita veemente, e até agora não superada por provas contrárias pelas autoridades estaduais, de ligação de policiais da Delegacia de Homicídios - DH (responsável pela investigação) com o Escritório o Crime", afirma a PGR no documento sobre o assassinato de Marielle .