Tamanho do texto

Segundo a lei, sancionada pelo governador Witzel, os processos receberão adesivo de identificação para quem tenham prioridade de análise no órgão

CNH arrow-options
Doutor Multas
A cassação da CNH é a pena mais dura do CTB e o motorista perde a autorização de dirigir, tendo que fazer o processo de retirada da carteira do início

A partir desta quarta-feira (6),  o Detran-RJ vai agilizar a tramitação dos processos administrativos para suspensão ou cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no caso de motoristas abordados que se recusarem a fazer teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento para verificar a influência de álcool ou outra substância psicoativa.

Leia também: Golpe em Flordelis? Preso pode ter fingido ser policial para extorquir deputada

Segundo a Lei 8.610 — sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta — os processos receberão um adesivo de identificação para quem tenham prioridade de análise no Detran .

Conduzir um veículo sob o efeito de álcool ou outra substância e se recusar a fazer o teste é uma infração gravíssima prevista no artigo 165-A da Lei Federal 9.503/1997 — Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além da multa de R$ 2.934,70, o documento de habilitação é recolhido, e o veículo, retido. O motorista perde o direito de dirigir por 12 meses.

Ainda de acordo com a nova lei, se no curso do procedimento administrativo o motorista infrator for flagrado conduzindo um veículo "sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência, será atribuído rito sumaríssimo ao processo".

Leia também: Menino de 11 anos detido seis vezes no mesmo ano é espancado até a morte

Vale destacar que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em caso de reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro.

Caberá ao Detran-RJ promover campanhas de divulgação sobre o assunto.

A nova lei é decorrente do Projeto de Lei 778/2015, de autoria do deputado estadual André Ceciliano (PT), que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no mês passado.