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Presidente Jair Bolsonaro se recusou a dar declarações sobre o massacre que terminou com 57 mortos, 16 deles, decapitados em Altamira, no Pará

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Marcos Corrêa/PR - 24.7.19
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O presidente Jair Bolsonaro se recusou, nesta terça-feira (30), a dar declarações sobre o massacre no presídio em Altamira, no Pará, que terminou com 57 mortos , dos quais 16 decapitados.  Ao ser questionado, ele afirmou que a imprensa deveria perguntar para as vítimas dos presos que morreram.

“Pergunta para as vítimas dos que morreram lá o que eles acham, depois que eles responderem eu respondo a vocês”, disse Bolsonaro, nesta manhã, na saída do Palácio do Alvorada, após encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Leia também: Governo do Pará divulga lista de mortos do massacre em presídio de Altamira 

O saldo de mortos foi deixado após uma rebelião que durou cinco horas  no Centro de Recuperação Regional de Altamira , no Sudoeste do Pará. O massacre é o maior ocorrido em um mesmo presídio desde o do Carandiru , em 1992, quando 111 detentos foram assassinados, e o quinto com alta letalidade registrado no sistema prisional do país desde janeiro de 2017. Em dois anos e meio, o saldo é de 227 vítimas fatais. 

O mais recente ocorreu em unidades prisionais de Manaus , em maio, e deixou 55 mortos.A chacina em Altamira teria sido motivada por uma briga entre as facções e ficou marcada pela brutalidade das mortes. Ao menos 16 detentos foram decapitados. A violência extrema tem sido marca da disputa entre facções nos presídios e serve como forma de intimidação entre os grupos criminosos.