Mulher com os filhos em ocupação
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Integrantes de movimentos sem-teto que extorquiam moradores de prédios ocupados em São Paulo foram denunciados

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou, nesta terça-feira (16), 19 integrantes de movimentos sem-teto por extorsão. A denúncia parte de um inquérito que investigou a ação dos movimentos após a queda do edíficio Wilson Paes de Almeida, em maio de 2018.

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De acordo com a denúncia, o grupo de integrantes dos movimentos sem-teto , que eram liderados por Ananias Pereira dos Santos, constrangeu famílias que viviam em prédios ocupados ilegalmente . O grupo cobrava, utilizando ameças, o pagamento de aluguel e taxas para que os moradores pudessem permanecer nos prédios. 

Wilson Paes de Almeida pegando fogo
Corpo de Bombeiros de São Paulo
Edíficio Wilson Paes de Almeida desabou em maio de 2018 e gerou investigação sobre a atuação de movimentos sem-teto

Ainda de acordo com a promotoria, as famílias que viviam no Wilson Paes de Almeida tinham que pagar taxas que variavam de R$ 130 até R$ 400 por mês para coordenadores de grupos sociais em prol do movimento sem-teto. Na denúncia, o promotor Cassio Roberto Conserino afirma que "quem atrasava o aluguel era expulso do prédio, através de violência, quer de ameaça, entre outras irregularidades".

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Os movimentos sem-teto citados na denúncia são o Movimento de Luta Social pela Moradia (MLSM), o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), o Movimento de Moradia do Centro (MMCR), o Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) e o Movimento de Moradia para Todos. A denúncia coloca ainda que as práticas violentas aconteciam em todos os 19 prédios ocupados pelos grupos.

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