Tamanho do texto

Segundo levantamento da Expedia, evento atrai visitantes principalmente de países como EUA e Reino Unido; público esperado é de 3 milhões de pessoas

para do orgulho lgbt
Paulo Pinto/Fotos Públicas - 3.6.18
Público total esperado no evento – outrora conhecido como Parada Gay – é de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista

A Parada do Orgulho LGBT, a ser realizada neste domingo (23) em São Paulo, deve atrair um número de 12% a 15% maior de turistas do que na edição anterior. O cálculo é da SPTuris, a empresa oficial de turismo da capital paulista.

Leia também: Por oito votos a três, STF criminaliza homofobia no Brasil

O público total esperado no evento – outrora conhecido como  Parada Gay e que hoje abraça um grupo bem mais amplo de comunidades (Lésbica, Gays, Bissexual, Trans, Queer, Agênero, Gênero Flúido, Não Binário, Intersex, Assexual, Panssexual, Polissexual) – é de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista.

De acordo com levantamento divulgado pela plataforma global de viagens Expedia, o evento brasileiro atrai turistas principalmente de países como Estados Unidos, Reino Unido, México, Espanha, França, Japão, Coréia do Sul, Argentina e Canadá.

Economicamente, o peso do evento para São Paulo tem como único rival em importância o  Grande Prêmio de Fórmula 1 – que chegou a ameaçar deixar a cidade e migrar para o Rio de Janeiro .

"Somos considerados o 4º melhor destino LGBT do mundo, é um mercado promissor e que movimenta um volume considerável na economia, sendo o turismo que mais cresce no mundo. Aqui em São Paulo temos como exemplo a Parada LGBT de 2018, que trouxe 3 milhões de pessoas, sendo mais de 24% turistas, movimentando cerca de R$ 288 milhões na economia da cidade”, exaltou, na semana passada, o secretário municipal de Turismo, Orlando de Faria.

Os números paulistanos vão na contramão das diretrizes do governo Jair Bolsonaro (PSL), que, em maio, assinou decreto que retirou o incentivo ao turismo LGBT do Plano Nacional de Turismo, proposto originalmente por Michel Temer (MDB) e que tem vigência para o período de 2018 a 2022.

No fim de abril, Bolsonaro  já havia deixado ainda mais claro sua visão quanto ao tema: "O Brasil não pode ser um país do mundo gay , de turismo gay. Temos famílias", declarou o presidente durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Se o Brasil não quer, a cidade de São Paulo já abraçou a ideia de acolher o 'mundo gay'. Além da Parada do Orgulho LGBT , a cidade sediará também a 3ª edição da Conferência Internacional da diversidade e turismo LGBT, evento destinado às empresas, a entidades, ao poder público e às pessoas de todos os continentes que têm interesse em debater e pensar a diversidade em suas mais diversas vertentes. O evento ocorre entre os dias 25 e 28 de agosto.