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Presidente do Flamengo cita picos de energia como uma das possíveis causas da tragédia que matou jovens atletas, mas faltava alvará para dormitórios

Reinaldo Belotti é CEO do Flamengo; ele minimizou ausência de alvarás e de licenças nas causas do incêndio no Flamengo
Divulgação
Reinaldo Belotti é CEO do Flamengo; ele minimizou ausência de alvarás e de licenças nas causas do incêndio no Flamengo

O incêndio no Flamengo, que atingiu o Centro de Treinamento do clube, na madrugada desta sexta-feira (8), matando dez jovens atletas das categorias de base do clube pode ter sido causado, indiretamente, pelas fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro, na última quarta-feira (6). Isso é que o insinuou hoje o presidente-executivo (CEO) do clube, Reinaldo Belotti.

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Em pronunciamento sem perguntas à imprensa, Belotti afirmou que as condições de tempo e os picos de energia no CT podem ter causado o incêndio no Flamengo . Ele ainda minimizou a ausência de alvarás e de licenças como causas para a tragédia e alegou que o clube fez manutenções recentes nos aparelhos de ar-condicionado – onde o incêndio teve início.

“Aquilo não era um puxadinho que o clube escondia. Era um alojamento confortável, adequado à sua finalidade. A estrutura organizacional do Flamengo fez preventivamente uma manutenção em todos os aparelhos de ar-condicionado e isso pode ser mostrado para quem quiser”, declarou Belotti.

O dirigente rubro-negro também defendeu as instalações do alojamento dos atletas de base do clube e reiterou a cooperação com o Corpo de Bombeiros para o resgate das vítimas. De acordo com a prefeitura do Rio, o projeto enviado às autoridades previa um estacionamento no local, e o clube pagou apenas 10 de 31 multas emitidas por infrações.

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“Isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu. Temos providências a tomar para o CT ser legalizado. Estamos trabalhando para isso. Precisávamos de nove certificados, já temos oito. Estamos trabalhando com os bombeiros”, acrescentou Belotti.

O presidente-executivo do Flamengo lembrou que ventos entre 110 e 120 quilômetros por hora atingiram o Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (6) e que não afetaram as instalações do Centro de Treinamento George Helal, também conhecido como Ninho do Urubu.

Ele, no entanto, disse que a região da Vargem Grande foi muito atingida, provocando picos de energia na área que podem ter se refletido nos aparelhos de ar-condicionado do alojamento e ocasionado o incêndio.

“Nós tivemos queda de postes, que atingiram a alimentação e a energia elétrica do CT. As condições do tempo e os picos de energia talvez tenham influenciado no funcionamento regular do ar-condicionado”, declarou.

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Apesar dos pedidos para responder aos vários questionamentos dos jornalistas sobre o incêndio no Flamengo , Belotti saiu sem falar com a imprensa. Ele não respondeu por que o espaço era usado como dormitório sem autorização, nem por que deixou de informar aos órgãos responsáveis a mudança de destinação da área de estacionamento. 

* Com informações da Agência Brasil.

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