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O soldado Miquéias Marinho Ribeiro passava para visitar a família antes de ir para o trabalho quando seu carro foi alvejado; suspeita é de crime passional

O carro do soldado Miquéias Marinho Ribeiro foi alvejado em frente a casa dos pais do policial
Reprodução
O carro do soldado Miquéias Marinho Ribeiro foi alvejado em frente a casa dos pais do policial

O Rio de Janeiro registrou a segunda morte violenta de um policial militar no estado na manhã desta segunda-feira (7). O soldado Miquéias Marinho Ribeiro, que passava para visitar os pais de trabalhar, teve o carro alvejado por tiros no bairro de Engenho Pedreira, em Japeri, na Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e um filho.

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O policial chegou a ser socorrido com vida pelo próprio pai, que ouviu os tiros de dentro de casa, e foi encaminhado para a Policlínica Itália Franco, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo informações da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Ribeiro era lotado no 16º Batalhão de PM, localizado em Olaria, na zona norte da capital fluminense. Ele sevia a corporação desde o ano de 2013.

Em nota, a Polícia Militar (PM) lamentou a morte. "O policial estava saindo para o serviço, próximo a sua residência, quando foi surpreendido por criminosos armados em Engenheiro Pedreira, na Baixada Fluminense. Os criminosos efetuaram disparos e fugiram. O militar foi socorrido para a Policlínica Itália Franco, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos”, informa a PM.

De acordo com o governador do estado Wilson Witzel , a motivação do crime teria sido passional. “A linha de investigação é que foi um crime passional, uma questão envolvendo ex-namorada, ex-mulher. Mas a polícia já tem a identificação prévia de quem foi o autor do crime, e a polícia está trabalhando para prendê-lo”, disse o político.

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Ribeiro foi o segundo policial morto no estado do Rio de Janeiro em 2019 vítima da violência. Antes dele, o soldado Daniel Henrique Mariotti foi fssassinado por criminosos que tentavam fazer um arrastão na Linha Amarela na altura do bairro de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro, e se depararam com o grupo de policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da Maré que faziam um deslocamento de motocicletas da corporação pela região no sábado (6).

Witzel disse, após o enterro do policial Mariotti, que o estado vai endurecer na luta contra o crime organizado. "Nós não vamos permitir que o crime organizado continue barbarizando a nossa sociedade. É preciso agir com rigor. Nós temos a convicção de que vamos vencer o crime organizado. O Estado é mais forte. Vamos utilizar todos os esforços e meios para aniquilar e asfixiar o crime organizado"

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