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Servidores municipais realizam atos contra a votação de mudanças previdenciárias em São Paulo; repressão ontem deixou professores feridos

Professores de São Paulo realizam ato pelo segundo dia seguido nos arredores da Câmara Municipal
Reprodução/Facebook
Professores de São Paulo realizam ato pelo segundo dia seguido nos arredores da Câmara Municipal

Pelo segundo dia seguido, professores de São Paulo protestam contra a Reforma da Previdência Municipal, em frente ao prédio da Câmara Municipal, no centro da cidade. O ato acontece na tarde desta quinta-feira (15), causando bloqueio das vias nos arredores da Casa.

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O protesto realizado pelos professores ontem terminou em confusão, depois de a Polícia Militar e a Guarda Civil de São Paulo usar bombas de gás lacrimogênio para conter os manifestantes presentes no prédio da Câmara Municipal.

A cena de uma professora municipal sendo retirada sangrando do Salão Nobre da Câmara causou revolta entre os outros manifestantes presentes e também nas redes sociais. No momento em que a servidora foi atingida pelos golpes de cassetete que a GCM desferia , até mesmo funcionários da Câmara começaram a gritar contra os guardas municipais, com palavras de “abaixo à repressão”, segundo foi relatado.

Outras pessoas ficaram feridas nos atos desta quarta, já que os confrontos continuaram do lado de fora da Câmara Municipal. Manifestantes lançaram pedras, quebraram vidros e tentaram entrar no prédio, mas a PM reagiu com bombas de efeito moral.

Atos já duram dias

Os atos são realizados contra um projeto de lei de autoria da gestão de João Doria (PSDB), que pretende alterar as regras de contribuição previdenciária na capital paulista. Professores estão acampados na região da Câmara desde a terça-feira (13) para pressionar os vereadores a suspender a votação. Naquele mesmo dia, o prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou que o projeto seria votado a despeito dos protestos.

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A classe pede a suspensão imediata da discussão na Câmara. Como forma de pressão, os professores afirmam que farão campanha contra os vereadores favoráveis ao projeto nas próximas eleições.

Por causa da votação, a greve da classe se espalhou pelas escolas paulistanas de maneira rápida, sendo que no começo da semana, 46% das instituições públicas de ensino no município fecharam as portas. O restante das 1500 escolas funcionava, mas parcialmente.

 “Excesso de ambas as partes”

Após o protesto desta quarta-feira (14), o prefeito, que está em um hotel na zona sul da cidade em um fórum econômico, condenou os excessos “de ambas as partes” [ou seja, de professores de São Paulo e da GCM], que aconteceram na Câmara.

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