Ganhador da Mega-Sena é assassinado em bar em Campos Sales, no Ceará

O paulistano Miguel Ferreira de Oliveira havia ganhado R$39 milhões na Mega-Sena em 2011; motivação do crime ainda é desconhecida

O paulistano Miguel Ferreira de Oliveira, de 50 anos, foi assassinado na madrugada de domingo (4) em um bar no município de Campos Sales, a 596 quilômetros de Fortaleza. O “Milionário da Mega-Sena ”, como era conhecido na cidade, participava de uma seresta quando foi alvejado três vezes por um atirador não identificado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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Miguel Oliveira se mudou de São Paulo para Campos Sales em 2011, quando tirou a sorte grande na Mega-Sena e levou o prêmio de R$39 milhões. No Ceará, comprou casas e passou a viver da renda que eles geravam.

De acordo com testemunhas que estavam no local do crime, o atirador, após o assassinato, saiu caminhando do bar. Oliveira morreu na hora.

Uma investigação foi aberta para apurar o homicídio. Oliveira respondia em liberdade, desde dezembro de 2016, por desacato a autoridade e por dirigir bêbado.

Crimes e Mega-Sena

Crimes e polêmicas envolvendo o maior jogo das lotéricas brasileiras vez ou outra tomam as páginas dos jornais. Em 2014, por exemplo, um jovem foi preso sob suspeita de forjar o próprio sequestro para tentar ficar com parte do dinheiro que a mãe ganhou na Mega-Sena da Virada em 2013. Ela havia ganhado um bolão em sua parte do prêmio correspondia a R$2 milhões.

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Outro caso famoso é o de Adriana Ferreira de Almeida, conhecida como "a viúva da Mega-Sena". Ela foi inocentada da acusação de assassinato do marido, Renné Senna, que faturou sozinho, em julho de 2005, um prêmio de R$ 51,8 milhões. Renné, que vendia doces na beira da estrada, casou-se com Adriana cinco meses após virar milionário. Um ano depois, incluiu a esposa e filha no testamento como únicas herdeiras da fortuna. Em 2007, foi assassinado. 

Uma disputa entre pai e filho também faz parte da lista. Em 2006, o empresário Francisco Serafim de Barros foi preso sob suspeita de encomendar a morte do filho Fábio Cezar Barros Leão, que ganhou R$ 28 milhões sozinho na Mega-Sena e depositou o dinheiro na conta do pai. Barros e um suposto grupo de pistoleiros foram indiciados por formação de quadrilha. 

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