Segundo a Polícia Federal, investigadas usavam senhas de funcionários da Caixa para validar empréstimos
Arquivo/Agência Brasil
Segundo a Polícia Federal, investigadas usavam senhas de funcionários da Caixa para validar empréstimos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20) operação contra suspeitos de integrar um esquema que desviou quase R$ 1 milhão por meio de empréstimos fraudulentos da Caixa Econômica Federal.

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São cumpridos na operação, batizada de Inimigo Oculto, três mandados de prisão temporária (com duração de cinco dias, prorrogáveis) e 30 mandados de condução coercitiva na região de Brasília e entornos, no Pará e na Bahia. Os agentes da Polícia Federal também realizam buscas desde o início desta manhã em três endereços associados aos suspeitos de integrar o esquema criminoso.

De acordo com a PF, as três pessoas que são alvos das ordens de prisão são ex-prestadoras de serviço da Caixa Econômica Federal  e teriam desviado os valores graças à concessão fraudulenta de 46 empréstimos pessoais. Segundo as investigações, a maioria dessas transações feitas pelo banco estatal tinham como beneficiários familiares e amigos das servidoras.

Ainda de acordo com as apurações, os investigados utilizavam senhas que pertenciam a outros empregados da Caixa para viabilizar esses empréstimos. Em posse dessas chaves de segurança, os suspeitos realizavam a inserção indevida de dados no sistema, incluindo rendas fictícias, sem a apresentação de qualquer documento comprobatório.

"Quando os empréstimos eram creditados nas contas indicadas, os investigados efetuavam diversos saques e transferências, evitando que a Caixa, após identificar a fraude, bloqueasse os valores", informou a PF, em nota.

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Os investigados serão indiciados por estelionato qualificado, falsificação de documento público, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Desvios via fundos de investimentos

Também nesta quarta-feira, a Justiça Federal em Brasília começa a ouvir os réus de ação penal decorrente da Operação Sépsis , que investiga a liberação de recursos por meio de fundos de investimento controlados pela Caixa Econômica Federal mediante ao pagamento de propina a agentes públicos. 

Entre os investigados nessa ação estão os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves (PMDB), o lobista Lúcio Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e o empresário Alexandre Margotto.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, também é investigado por suposta participação no esquema criminoso, mas é réu em outra ação penal. Ele está preso em Brasília devido à apreensão, pela Polícia Federal, de R$ 51 milhões encontrados em endereço usado por ele em Salvador, na Bahia.

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