Tamanho do texto

Além de criminoso conhecido como "Hesbolah", mais um integrante da facção foi preso nesta segunda-feira (15); outras 22 pessoas estão foragidas

Preso, libanês ocupava uma posição de destaque no PCC da zona leste e era responsável por comandar as
shutterstock
Preso, libanês ocupava uma posição de destaque no PCC da zona leste e era responsável por comandar as "biqueiras"

Duas pessoas foram presas nesta segunda-feira (15) em decorrência da Operação Inconfidência Mineira, que desarticulou um grupo do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. Segundo o delegado titular da Seccional de Guarulhos, Adilson Aquino, outras sete pessoas envolvidas no caso já cumpriam penas. O nome da operação se refere ao bairro onde ela ocorreu, que leva o nome do líder da Inconfidência Mineira.

Leia também: Rocam não facilita vida do crime e prende gerente do tráfico na zona leste de SP

Os presos desta segunda-feira são o libanês Mohamad Hassan Atris, conhecido como "Hesbolah", que ocupava uma posição de alta patente dentro da facção criminosa; e Michel Ferreira Barbosa, o Gordão. O assistente do 4º Distrito Policial de Guarulhos, Fernando Santiago, informou que o libanês ocupava uma posição de destaque no PCC da zona leste e era responsável por comandar as "biqueiras" ou pontos de tráfico. Ele fazia parte da “sintonia de progresso”, que é a denominação utilizada pela facção para tráfico de drogas.

Já Gordão tinha envolvimento com roubo a bancos, lojas e carros-fortes e fazia parte também da “sintonia de disciplina”, responsável pelos julgamentos de integrantes da facção nos tribunais do crime.

A operação pretendia cumprir 87 mandados judiciais, sendo 56 de busca e apreensão e 31 de prisão temporária. Como apenas nove pessoas estão presas, 22 são consideradas foragidas. Na operação, foram apreendidos computadores, celulares, a chave de um veículo, quatro tijolos de maconha e muitas cartas, em que integrantes da facção criminosa pediam ajuda financeira a outros membros da organização. 

Leia também: Criminosos invadem agência dos Correios e fazem reféns por quatro horas em SP

“Hoje conseguimos mais provas que vão permitir, com a análise da inteligência, podermos atacar essa organização criminosa”, disse Aquino. “Creio que tivemos um resultado positivo. Talvez não com o número de prisões que esperávamos, mas ela [a operação] foi muito importante no sentido de encaminharmos mais provas e documentos que vão permitir um refino de informações”, acrescentou.

Operação

As investigações tiveram início em maio do ano passado com a prisão de dois "sintonias" (membros de destaque) da facção. Com a prisão desses dois membros, que faziam parte da “sintonia de cadastro” (responsável pelo cadastro dos membros da facção criminosa), a polícia obteve nomes de diversos integrantes, culminando na operação que foi desencadeada nesta segunda-feira.

Hoje foi desarticulada apenas uma célula, que atuava em Cidade Tiradentes, mas policiais dizem que pelo menos outras cinco células da facção estão sendo investigadas. Durante a operação, não houve resistência ou incidentes.

“O inquérito policial investiga o crime de organização criminosa. Mas temos também os crimes acessórios praticados por ela, como os crimes de tráfico de drogas e roubo. Uma coisa que também foi investigada nos autos foram os braços financeiros dessa organização criminosa”, falou Santiago.

Leia também: Polícia Militar Ambiental combate descarte irregular de resíduos em SP

A operação foi desencadeada com a união de diversos órgãos, como o Ministério Público estadual, o Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo e capital (Demarco e Decap), além de policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). A polícia não informou quanto o PCC movimentava em drogas e dinheiro em Cidade Tiradentes.

* Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.