PM usa bombas de gás e spray de pimenta contra manifestantes em frente à Alerj

Assembleia Legislativa do Rio receberá ainda hoje a discussão da proposta de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae); veja

Homens da tropa de Choque da PM fazem barreira contra o grupo que se concentra em frente à Alerj
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil - 01.02.2017
Homens da tropa de Choque da PM fazem barreira contra o grupo que se concentra em frente à Alerj

Manifestantes e policiais militares se enfrentam em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O conflito começou por volta das 15h40 e acabou se tornando bastante tenso ao longo do dia. 

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Usando máscaras, os manifestantes entraram em confronto com policiais militares que fazem a segurança do prédio. A discussão da proposta de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) deve acontecer na Alerj ainda nesta quinta-feira (9).

Por causa da reunião de dezenas de manifestantes em frente ao prédio da Assembleia, a PM reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. As pessoas reagiram com pedras e rojões contra a tropa. Alguns policiais foram encurralados pelos civis em um carro blindado, e tiveram que fugir. Um coquetel molotov foi lançado pelo grupo que participa do protesto.

Segundo a polícia, quatro oficiais foram feridos e estão sendo socorridos no Hospital Central da PM e no ambulatório da Alerj. Não há informações sobre o número de manifestantes atingidos. Um homem foi preso.

A região no entorno da Alerj, incluindo a Praça XV, de onde saem as barcas para Niterói, foi bloqueada para o trânsito e para pedestres.

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O comércio das ruas São José e Primeiro de Março foi fechado por medida de segurança e o funcionamento do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que trafega entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont, também foi suspenso.

Votação

Enquanto a situação fica tensa do lado de fora do prédio, do lado de dentro os deputados encerraram a segunda sessão de votações do dia sob cheiro de gás lacrimogêneo e ao som das bombas atiradas para a dispersão do protesto. 

Por causa da manifestação, alguns deputados pediram ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani (PMDB) para que os trabalhos fossem interrompidos, mas tiveram o pedido negado. Segundo Picciani, os médicos da Casa estavam à disposição para o caso de alguém passar mal. 

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Os deputados precisam votar 27 vetos do Executivo a projetos de lei aprovados na Alerj para liberar a pauta para análise da privatização da Cedae. O início da discussão estava marcado para as 15h, mas foi adiado por obstrução da oposição e remarcado para as 19h. Picciani anunciou que pode haver sessões no fim de semana para votação da proposta. O projeto que trata da venda da Cedae já recebeu 195 emendas.