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Ricardo do Nascimento, de 21 anos, não resistiu à prisão e disse que "estava arrependido", segundo informações do delegado do DHPP, Osvaldo Nico

Ricardo Martins do Nascimento (que está à direita) foi preso na noite desta terça (27). Alípio  dos Santos (à esquerda) segue foragido
Divulgação
Ricardo Martins do Nascimento (que está à direita) foi preso na noite desta terça (27). Alípio dos Santos (à esquerda) segue foragido


A polícia prendeu na noite desta terça-feira (27) um dos responsáveis pelo espancamento e morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, ocorrida no domingo de Natal dentro da estação Dom Pedro II do Metrô, na região central de São Paulo. Ricardo do Nascimento Martins, de 21 anos de idade, foi detido por volta das 21h em uma favela na cidade de Itupeva, interior de São Paulo. A polícia não quis revelar como chegou ao local onde o acusado estava escondido.

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Ele não resistiu à prisão e disse que "estava arrependido", segundo informou o delegado do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Osvaldo Nico, responsável pelas investigações. O outro responsável pela morte do vendedor ambulante no metrô , Alípio dos Santos, de 26 anos de idade, segue foragido. A polícia procura pelo outro acusado na região da Baixada Santista, próximo à cidade do Guarujá.

Ricardo foi conduzido à sede do DHPP, onde foi aberto um boletim de ocorrência. Em seguida, o acusado deve ser transferido para uma delegacia em que passará a noite. Já na manhã desta quarta-feira (28) ele deve passar por uma acareação com as testemunhas do caso. Em rápida entrevista ao canal Globo News, Ricardo se disse arrependido. "A gente estava alterado (de bebida alcóolica). Mas não justifica. O certo é a gente pagar", afirmou. 

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De acordo com Marcolino Nunes, advogado dos acusados, que são primos, Ricardo e Alípio alegam que foram vítimas de uma tentativa de assalto e apenas se defenderam do vendedor Luiz Carlos Ruas, que teria tentado agredi-los com uma garrafa. O advogado também disse a jornalistas que a dupla pretendia registrar boletim de ocorrência devido à tentativa de assalto e que eles não tinham a intenção de matar o vendedor ambulante.

O defensor também negou que seus clientes teriam usado um soco-inglês para atacar Luiz Carlos Ruas. Segundo o advogado, um dos agressores teria usado o próprio cinto em volta de uma das mãos, enquanto outro estaria usando apenas anéis.

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O caso

O ambulante teria sido agredido após defender um morador de rua homossexual, que teria se desentendido com os dois agressores. Logo após o crime uma das linhas de investigação da polícia é que Ricardo e Alípio fariam parte de um grupo de intolerância à homossexualidade.

De acordo com a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), que investiga o crime, os dois acusados, que são primos, foram identificados por parentes por meio das imagens de segurança do Metrô.

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