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Equipamentos foram utilizados na captação de água do volume morto do Sistema Cantareira durante a crise hídrica que afetou o Estado de São Paulo

Segundo o governo de Alckmin, empréstimo das bombas usadas no Sistema Cantareira não terá custo aos beneficiados
Vagner Campos/A2 Fotografia - 16.5.2014
Segundo o governo de Alckmin, empréstimo das bombas usadas no Sistema Cantareira não terá custo aos beneficiados

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou nesta segunda-feira (26) no Palácio dos Bandeirantes, termo de empréstimo de bombas para combater a seca nos Estados da Paraíba e Pernambuco. O equipamento, que consiste em quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com capacidade de bombear até 2.000 litros de água bruta por segundo, será cedido ao Ministério da Integração Nacional.

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Além de Alckmin , o ato de assinatura, ocorrido no Palácio dos Bandeirantes, teve as presenças do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga; do presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman; do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano; e do presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Cavalcanti Tavares.

As bombas foram utilizadas para captação de água do volume mortno no Sistema Cantareira durante a crise hídrica em São Paulo e serão transportadas para Floresta (PE), no eixo leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, e instaladas dentro do reservatório de Braúnas. De lá, a água captada seguirá para a represa de Mandantes, no mesmo município, chegando a Monteiro, a primeira cidade paraibana a ter o abastecimento reforçado, com cerca de 30,8 mil habitantes.

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O Ministério da Integração Nacional estima que o uso das bombas flutuantes deve antecipar em até 25 dias a chegada da água a Monteiro e, na sequência, a Campina Grande, o segundo município mais populoso da Paraíba, com cerca de 400 mil habitantes. A Paraíba é um estados mais atingidos pelo quinto ano de seca que afeta o Nordeste . As bombas devem entrar em operação já no começo do ano que vem.

Acordo

A cessão do equipamento e dos demais materiais necessários para sua instalação, orçados em R$ 8,26 milhões, será pelo período mínimo de 120 dias, com possibilidade de prorrogação. Não haverá custo aos beneficiados. A Sabesp informa que prestará apoio técnico para a operação das bombas. Além dos quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com dois motores e potência combinada de 350 cavalos, a companhia promete fornecer a estrutura necessária para sua operação, o que inclui dois conjuntos de motores como reserva, bem como 1.800 metros de tubulação para o transporte da água captada, 1.360 metros de cabos elétricos, inversores de frequência e disjuntores.

A utilização das bombas para captação do volume morto permitiu retirar a água localizada abaixo do nível mínimo de captação nas represas do Sistema Cantareira. Foram utilizadas ao todo duas cotas da reserva técnica, que juntas ampliaram em cerca de 29% a capacidade de reservação do Cantareira, que é de 982 bilhões de litros.

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A operação da primeira cota entrou foi anunciada por Alckmin em maio de 2014, após dois meses de obras, a um investimento aproximado de R$ 80 milhões. Inicialmente, foram instalados 17 conjuntos de bombas nas represas Jacareí e Atibainha, permitindo ampliar a capacidade do Cantareira em 182,5 bilhões de litros. Essa cota da reserva técnica foi utilizada durante cerca de um ano e sete meses, até o fim de dezembro de 2015. A segunda, com captação também na represa Jacareí, no interior paulista, acrescentou 105 bilhões de litros à capacidade de reservação do Cantareira e foi usada entre outubro de 2014 e fevereiro de 2015.

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