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Policiais cumprem mandados de buscas e apreensões no Distrito Federal e em 11 estados; pastor é suspeito de emprestar contas para ocultar dinheiro

Silas Malafaia é investigado por Operação Timóteo da Polícia Federal
agência PT
Silas Malafaia é investigado por Operação Timóteo da Polícia Federal

Na manhã desta sexta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou a Operação Timóteo, contra um esquema de corrupção que fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. Os policiais cumprem mandados de buscas e apreensões no Distrito Federal e em 11 estados.

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Entre os investigados, está o pastor Silas Malafaia, que teria participado do esquema de corrupção por supostamente ter recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. Segundo a PF, ele é suspeito de emprestar contas da instituição dele para ocultar parte do dinheiro.

Além das buscas, 29 mandados de conduções coercitivas, quatro de prisão preventiva, 12 de prisão temporária também estão sendo cumpridos pelos 300 policiais federais envolvidos na operação.

O diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Marco Antonio Valadares Moreira, e a mulher dele foram presos pela Polícia Federal.

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O objetivo da operação desta sexta é que as provas coletadas pela PF detalhem como funcionava um esquema em que um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM junto a empresas de exploração mineral.

A PF informou ainda que o sequestro de três imóveis e o bloqueio judicial de valores depositados podem alcançar R$ 70 milhões. O juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de contratar ou de realizar pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sendo investigados.

Operação Timóteo

A chamada Operação Timóteo começou em 2015, depois que a Controladoria-Geral da União enviou à PF um sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM, que pode ter recebido valores que ultrapassam R$ 7 milhões, segundo a PF.

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As ações da PF acontecem na Bahia, em Goiás, em Mato Grosso, em Minas Gerais, no Pará, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Sergipe, em Tocantins, além do Distrito Federal.

O nome da operação que investiga esses esquemas de corrupção é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia católica.

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