Tamanho do texto

Primeira grande campanha de arrecadação pretende atingir não só moradores e fiéis, mas também turistas de diferentes nacionalidades

Arquidiocese lançou esta semana a campanha
Fotos Públicas
Arquidiocese lançou esta semana a campanha "Amigo da Fé", para a arrecadação de fundos para a manutenção do Cristo

Até o Cristo Redentor está sofrendo com a crise do Rio de Janeiro. A Arquidiocese de São Sebastião, responsável pela manutenção do monumento, lançou nesta terça-feira (13) a primeira grande campanha de arrecadação de fundos para o Cristo.

MAIS EM:  Rio de Janeiro aumenta ICMS, mas oposição quer anular votação de pacote fiscal

Chamada de “Amigo da Fé”, a campanha pretende arrecadar fundos para a manutenção do Cristo em 2017. De acordo com publicação no site da Arquidiocese, os custos anuais do monumento são próximos a R$ 5 milhões, dos quais R$ 3 milhões são destinados a gastos fixos com manutenção.

Os outros R$ 2 milhões são destinados a despesas não previstas, como possíveis danos climáticos, subsídio para a realização de projetos sociais (em torno de R$ 720 mil) e pagamento de funcionários (R$ 1,3 milhão).

Apesar de estar localizado no morro do Corcovado, que tem entrada paga, o Cristo não recebe nenhuma quantia proveniente da bilheteria.  Para visitar o Corcovado, o trajeto a pé custa até R$ 34,00 e para subir de trem os ingressos em alta temporada custam R$ 68,00.

A construção do Cristo foi feita inteiramente a partir de doações populares. As campanhas de arrecadação foram feitas pela Igreja Católica em 1923 e em 1929, anos antes da inauguração do Cristo em 1931. Na campanha deste ano, é esperado que além de fiéis e moradores da cidade, os 3 milhões de turistas que visitam o monumento anualmente se mobilizem e façam doações.

Manutenção em 2017

Em relatório apresentado pela empresa Cone Sul Construções em 6 de novembro de 2016, consta que o Cristo precisará de “intervenções emergenciais que evitem o risco eminente de danos irreversíveis”, conforme publicado pela Arquidiocese. Além disso, o monumento deve passar por procedimentos de conservação preventiva.

MAIS EM:  Em crise financeira, governo do Rio prevê déficit de R$ 17 bilhões em 2017

Como recebe muitas descargas elétricas ao ano, como um 'grande imã de raios', também será necessário rever e possivelmente reformar os sistemas de aterramento elétrico e de para-raios do monumento.

Por ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), qualquer alteração feita no Cristo deve ser informada previamente ao Instituto para obter autorização do mesmo, bem como todos os materiais utilizados em reformas do monumento precisam ser analisados pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e pela Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.