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Operação Canto da Sereia, com apoio da PF, cumpre 28 mandados de prisão preventiva; organização criminosa teria causado prejuízo de R$ 15 milhões

Operação Canto da Sereia, da Polícia Rodoviária e Polícia Federal, combate roubo de cargas em estados do Nordeste
Divulgação/Polícia Federal
Operação Canto da Sereia, da Polícia Rodoviária e Polícia Federal, combate roubo de cargas em estados do Nordeste

A Polícia Rodoviária Federal deflagrou nesta sexta-feira (9) uma operação de combate ao roubo de cargas em estados do Nordeste. O prejuízo com o desvio dessas mercadorias pode ultrapassar a casa dos R$ 15 milhões, segundo as investigações da operação, batizada de Canto da Sereia, e que conta com o apoio da Polícia Federal.

Mais de 300 policiais das duas instituições estão cumprindo 84 ordens judiciais expedidas pela justiça estadual de Sergipe, sendo 28 mandados de prisão preventiva, sete mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. Os mandados expedidos contra o esquema de roubo de cargas são cumpridos nos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Os investigadores analisaram desvios de cargas ocorridos nas BRs 101, 116 e 316, nas divisas entre os estados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Pernambuco.

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Rede complexa

Segundo a polícia, a ação da organização criminosa consistia em aliciar motoristas para que entregassem cargas de interesse da quadrilha e, em muitas vezes, a negociação era proposta pelo próprio motorista da carga, que oferecia a mercadoria aos aliciadores.

Após a negociação, o motorista registrava ocorrência policial como roubo em outro estado, para dissimular e dificultar a investigação policial. A quadrilha movimentava estrutura de logística para transportar, esconder e negociar a carga roubada junto a uma rede de receptadores, que comprava as mercadorias provenientes dos crimes para revender em seus estabelecimentos comerciais.

Os acusados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação, advocacia administrativa, falsa comunicação de crime e de organização criminosa. As penas culminadas podem superar 700 anos de prisão.

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