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Entre as questões a serem discutidas nesta quarta, estão a do Bilhete Único Intermunicipal, a das barcas e a da anistia aos devedores de impostos

Em novembro, policiamento foi reforçado na Assembleia Legislativa para votações de pacote de corte de gastos
Tomaz Silva/ABr
Em novembro, policiamento foi reforçado na Assembleia Legislativa para votações de pacote de corte de gastos

Após mais uma tarde de confronto entre policiais e servidores, registrada nesta terça-feira (6), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota, nesta quarta-feira (7), mais quatro projetos de lei do pacote anticrise enviado pelo governo estadual .

Entre os projetos de lei previstos para serem votados nesta tarde está o que prevê a redução do valor dos subsídios do Bilhete Único Intermunicipal pagos pelo Estado do Rio de Janeiro às empresas de transporte.

O projeto de lei 2.248/16 estabelece um teto máximo mensal para o subsídio de R$ 150. Além disso, a tarifa paga por viagem passará de R$ 6,50 para R$ 7,50.

Outro projeto prevê mudanças nas tarifas das barcas para as ilhas do Governador, Paquetá e Grande. Os moradores da Ilha Grande e Ilha de Paquetá não terão mais direito à gratuidade do transporte. Eles passarão a pagar metade da tarifa, desde que estejam cadastrados no Bilhete Único Intermunicipal.

O terceiro projeto proíbe a anistia aos devedores de impostos estaduais pelos próximos dez anos. O último projeto altera as regras para pagamentos de precatórios e dívidas de pequeno valor do estado.

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Nesta terça, foram aprovados os dois primeiros projetos do pacote de 13 medidas: a redução dos salários de governador, vice-governador e secretários; e a regulamentação da notificação eletrônica da Fazenda Estadual. Também foram aprovadas duas medidas propostas pelos deputados: o fim das sessões solenes noturnas da Assembleia e o fim da frota oficial de veículos.

Confusão em frente à Alerj

Servidores públicos entraram em confronto com a polícia do Rio de Janeiro nesta terça-feira (6)
Reprodução/Twitter - @franklin_adm
Servidores públicos entraram em confronto com a polícia do Rio de Janeiro nesta terça-feira (6)

Nesta terça, servidores públicos e manifestantes voltaram a entrar em confronto com a polícia do Rio de Janeiro em frente à Alerj. A polícia usou muitas bombas e gás de pimenta para dispersar a multidão e evitar que os manifestantes invadissem o prédio da assembleia.

A confusão se deu, novamente, durante ato dos servidores contra o pacote do governo estadual contra a crise financeira no Rio, cuja votação estava prevista para ter início nesta terça-feira na Alerj. Mesmo com a confusão, a votação foi mantida.

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Agentes da Força Nacional auxiliaram na ação do lado de fora da assembleia. Médicos que trabalham no local trabalharam distribuindo máscaras de gás para aqueles que ficaram ilhados no prédio, conforme reportado pela GloboNews .

Segundo a Alerj, dos 22 projetos originais, um foi devolvido ao governo do Rio de Janeiro, sete foram retirados de pauta e outro teve a tramitação suspensa por liminar da Justiça. Os 13 projetos restantes serão votados até o dia 15 de dezembro. 

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