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Acidente que matou filho de governador paulista e outras quatro pessoas teria sido causado por decolagem sem equipamento fundamental

Queda de helicóptero da empresa Helipark em Carapicuíba (SP) matou cinco pessoas em abril de 2015
TV Globo/Reprodução
Queda de helicóptero da empresa Helipark em Carapicuíba (SP) matou cinco pessoas em abril de 2015


A Polícia Civil de São Paulo indiciou cinco pessoas no inquérito que investiga a queda de helicóptero em Carapicuíba (SP), que matou cinco pessoas, dentre elas Thomaz Rodrigues Alckmin, de 31 anos, filho do governador paulista Geraldo Alckmin, em abril de 2015.

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Além do filho de Alckmin , morreram o piloto Carlos Haroldo Gonçalves e os mecânicos Paulo Moraes, Erick Martinho e Leandro Souza. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou nesta quarta-feira (7), o inquérito foi finalizado e entregue à Justiça em 25 de novembro. Foram indiciadas três pessoas por homicídio culposo, uma por fraude processual e uma por falso testemunho.

Thomaz Rodrigues Alckmin, 31, filho do governador paulista Geraldo Alckmin, morreu em queda de helicóptero
Twitter/Reprodução
Thomaz Rodrigues Alckmin, 31, filho do governador paulista Geraldo Alckmin, morreu em queda de helicóptero


Hipótese Absurda

Em junho, a Aeronáutica informou que as investigações mostraram que dois controles fundamentais no helicóptero estavam desconectados.

“Controles flexíveis (ball type) e alavancas (bellcranck) – dois componentes fundamentais para o piloto controlar a aeronave em voo – estavam desconectados antes da decolagem”, informou em nota.

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De acordo com a Aeronáutica, as evidências mostraram que o comandante pilotou o helicóptero durante todo o período do voo, e que os danos encontrados nos motores, transmissão principal e de cauda, pás do rotor principal e de cauda e demais componentes foram consequências do acidente e não deram causa à queda.

Em nota, a empresa Helipark, proprietária da aeronave,  chamou a hipótese da perícia de "absurda" já que não haveria possibilidades de ter decolado sem as funções descritas. 

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“Essa hipótese é absurda do ponto de vista técnico, sendo equivalente a imaginar-se dirigir um automóvel com a barra de direção solta. Tratando-se de um helicóptero, o mero acionamento dos motores provocaria o tombamento lateral da aeronave ainda na pista. Os fatos levantados no inquérito foram questionados por especialistas e comandantes de helicópteros. No entanto, essas manifestações não foram sequer consideradas pela autoridade policial”, diz a nota divulgada nesta quarta-feira (7).

O Ministério Público informou que já recebeu o inquérito sobre o acidente envolvendo o filho de Alckmin e irá avaliar o resultado das investigações da Polícia Civil para decidir se oferece denúncia contra os investigados.

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