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Confrontos incessantes entre ativistas e policiais da tropa de choque da PM obrigou os comércios a fecharem as portas, e paralisou o trânsito da região

Protesto Rio Alerj
Vladimir Platonow/Agência Brasil - 6.12.16
Protesto Rio Alerj

Protesto de servidores contra a votação do pacote fiscal do governo de estado do Rio de Janeiro já passa de quatro horas e se espalha pelo centro do Rio. A manifestação, que começou por volta das 13h desta terça-feira (6) , em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), gera confrontos incessantes entre os ativistas e policiais da tropa de choque da Polícia Militar. A maior parte dos manifestantes é formada por policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciarios.

Parte dos manifestantes que estavam em frente a Alerj correu em direção à Avenida Rio Branco, a principal do centro da cidade, e ateou fogo no meio da rua, paralisando o trânsito, inclusive do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A situação está, até o momento, fora de controle, pois os policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) não são suficientes para controlar os manifestantes que jogam rojões, foguetes e pedras contra os militares, que respondem com bombas de gás, de efeito moral e com tiros balas de borracha.

A maior parte do comércio na região fechou as portas, com medo de invasões e depredações.

A confusão se dá, novamente, durante ato dos servidores contra o pacote do governo estadual para combater a crise financeira no Rio , cuja votação estava prevista para esta terça-feira na Alerj. 

Devem ser votados ainda nesta terça os projetos considerados "menos polêmicos", que são aqueles que tratam da redução do salário do governador, vice e secretários, e a criação de um mecanismo de intimação eletrônica da Fazenda Estadual.

Segundo a Alerj, dos 22 projetos originais, um foi devolvido ao governo do estado, sete foram retirados de pauta e outro teve a tramitação suspensa por liminar da Justiça. Os 13 projetos restantes serão votados até o dia 15 de dezembro.

Ocupação na Alerj

Em novembro, o plenário da Alerj chegou a ser ocupado por servidores estaduais em um protesto contra as medidas de austeridade do governo, chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas.

Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

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Após o protesto que aconteceu no início de novembro, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considerava que a ocupação do plenário da Casa no Rio de Janeiro era um “crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considerou também que a invasão foi “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

* Com informações da Agência Brasil

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