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Manifestação contra a votação de pacote anticrise teve nova confusão em frente à Assembleia do estado; PM usou bombas para evitar invasão na Alerj

Servidores públicos entraram em confronto com a polícia do Rio de Janeiro nesta terça-feira (6)
Reprodução/Twitter - @franklin_adm
Servidores públicos entraram em confronto com a polícia do Rio de Janeiro nesta terça-feira (6)

Servidores públicos e manifestantes voltaram a entrar em confronto com a polícia do Rio de Janeiro em frente à Assembleia Legislativa do Estado no início da tarde desta terça-feira (6). A polícia usou muitas bombas e gás de pimenta para dispersar a multidão e evitar que os manifestantes invadissem o prédio da Alerj.

A confusão se dá, novamente, durante ato dos servidores contra o pacote do governo estadual contra a crise financeira  no Rio, cuja votação estava prevista para ter início nesta terça-feira na Alerj . Ainda não há confirmação sobre se a votação está mantida.

Agentes da Força Nacional auxiliam na ação do lado de fora da assembleia. Médicos que trabalham no local estão distribuindo máscaras de gás para aqueles que ficaram ilhados no prédio, conforme reportado pela "GloboNews".

Devem ser votados ainda nesta terça-feira projetos considerados 'menos polêmicos', que são aqueles que tratam da redução do salário do governador, vice e secretários, e a criação de um mecanismo de intimação eletrônica da Fazenda Estadual.

Segundo a Alerj, dos 22 projetos originais, um foi devolvido ao governo do estado, sete foram retirados de pauta e outro teve a tramitação suspensa por liminar da Justiça. Os 13 projetos restantes serão votados até o dia 15 de dezembro. 

Ocupação na Alerj

Em novembro, o plenário da Alerj chegou a ser ocupado por servidores estaduais em um protesto contra as medidas de austeridade do governo, chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas.

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Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

Após o protesto que aconteceu no início de novembro, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considerava que a ocupação do plenário da Casa no Rio de Janeiro era um “crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considerou também que a invasão foi “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

*Com informações da Agência Brasil

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