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Aeronave levava noiva para o casamento e acabou caindo em estrada em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo; corpos já foram liberados pelo IML

Acidente com helicóptero matou piloto, um homem e duas mulheres, entre elas a noiva Rosemeire Nascimento Silva
Reprodução/TV Globo
Acidente com helicóptero matou piloto, um homem e duas mulheres, entre elas a noiva Rosemeire Nascimento Silva

Uma equipe te peritos do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) passaram a manhã desta segunda-feira (5) em busca de indícios que possam esclarecer o motivo da queda do helicóptero que matou quatro pessoas  no final da tarde deste domingo (4), na estrada da Barrinha, em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, distante cerca de 60 quilômetros da capital paulista.

Morreram no acidente, além do piloto, um homem e duas mulheres, entre elas Rosemeire Nascimento Silva, que estava vestida de noiva e seguia para seu casamento em um sítio daquela região. Ela e o irmão, que também estava no helicóptero , Silvano Nascimento Silva, serão sepultados ainda no final da tarde desta segunda-feira, no cemitério Parque dos Ipês, em Taboão da Serra.

A Secretaria de Segurança Pública informou que todos os corpos levados para o Instituto Médico Legal (IML) Central de São Paulo já foram liberados. A aeronave caiu em uma área de mata fechada e não pegou fogo, segundo informações do Corpo de Bombeiros, que mobilizou oito equipes para o resgate no local.

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De acordo com a Agência de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia. Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a matrícula era PR-TUN. O helicóptero tinha capacidade para transportar até três pessoas.

Acidente de Medellín

A queda do helicóptero em São Lourenço da Serra foi o segundo acidente aéreo envolvendo brasileiros em menos de uma semana. Na terça-feira (29), o avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu por falta de combustível e deixou 71 mortos. Apenas seis pessoas sobreviveram. 

No último sábado (3), 50 vítimas da tragédia foram veladas na Arena Condá, estádio da Chapecoense. Dois caminhões percorreram as ruas da cidade com os caixões e depois se dirigiram à arena. Desde as primeiras horas de sábado, o local começou a receber torcedores da Chapecoense, mesmo com a insistente e forte chuva que caiu na cidade.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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