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Elize foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por ter matado e esquartejado o então marido, Marcos Matsunaga, em 2012

Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado
Reprodução/TV Globo
Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado


Terminou na madrugada desta segunda-feira (5) o julgamento da bacharel em direito Elize Matsunaga, 34 anos, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado por ter matado e esquartejado o então marido, Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro do grupo de alimentos Yoki, em 19 de maio de 2012. 

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Elize Matsunaga foi levada à júri popular, que começou na última segunda-feira (28), durando sete dias e sendo um dos mais longos da Justiça de São Paulo. Formado por três homens e quatro mulheres, o júri ficou reunido por mais de duas horas e meia para decidir o julgamento. A sentença foi dada pelo juiz Adilson Paukoski.

Pelo crime de homicídio, ela foi condenada a 18 anos e 9 meses de prisão, enquanto que pelo crime de destruição e ocultação de cadáver, a pena foi de um ano, dois meses e um dia de reclusão, em regime fechado. Não foram considerados pelos jurados as qualificadoras "meio cruel" e "motivo torpe", requeridas pela promotoria.

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Elize já era ré confessa do crime, que aconteceu no dia 19 de maio de 2012. A partir do julgamento foi definido o tempo de pena que ela cumprirá. Ela respondeu pelos crimes de morte, destruição e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

Segundo Elize, durante uma das várias brigas do casal, ela deu um tiro na têmpora de Marcos Matsunaga. Com uma faca de cozinha, ela dividiu o corpo em seis partes, as colocou em malas de viagem e livrou-se delas em uma mata em Caucaia do Alto, na Grande São Paulo. 

No dia 27 de maio de 2012, foram encontradas as partes do corpo de Marcos, inclusive a cabeça, na região de Cotia. No dia 28, foi feito o reconhecimento formal do corpo pela família do empresário. 

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Um das advogadas de Elize Matsunaga, Roselle Soglio, afirmou:"Ela fez isso por desespero. Desespero de uma mãe que ia perder sua filha. Abandonar as partes do corpo foi apenas uma consequência desse desespero, porque não encontrou outra saída".