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Polícia Federal comunicou que são apurados crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, além de corrupção passiva e ativa

A prisão de Dárcy Vera faz parte da segunda fase da Operação Sevandija, apelidada de Operação Mamãe Noel
Reprodução/Facebook
A prisão de Dárcy Vera faz parte da segunda fase da Operação Sevandija, apelidada de Operação Mamãe Noel

A prefeita de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista, Dárcy Vera (PSD), foi presa na manhã desta sexta-feira (2), em sua casa, no bairro Ribeirânia, por volta das 6h e levada à sede da Polícia Federal, no município. As informações foram divulgadas pela EPTV .

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A prisão de Dárcy Vera faz parte da segunda fase da Operação Sevandija, iniciada em setembro, que apura o desvio de um total de R$ 203 milhões nos cofres públicos de Ribeirão Preto . A prefeita foi presa a pedido da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo. 

De acordo com a Polícia Federal, outras três pessoas serão detidas ainda nesta sexta-feira, devido à mesma operação. Entre elas, estão Sandro Rovani e Maria Zuely Librandi, que são ex-advogados do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão

O ex-secretário Marco Antônio dos Santos, que chefiava a Companhia de Desenvolvimento Econônimo (Coderp), é a terceira pessoa que será detida nesta sexta.

Em nota divulgada à imprensa, a PF comunicou que são apurados crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva e ativa.

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“Os fatos apurados baseiam-se em provas obtidas por meio da análise e investigações realizadas nos materiais apreendidos e depoimentos colhidos após a deflagração da primeira fase da Operação Sevandija”, diz a nota

Operação Mamãe Noel

A segunda fase da Operação Sevandija foi apelidada de Operação Mamãe Noel e é deflagrada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco).

A Operação Mamãe Noel  ganhou esse nome porque investiga evidências de que Maria Zuely Librandi tenha repassado, entre 2013 e 2016, mais de R$ 5 milhões aos demais denunciados, em dinheiro e cheques, e esses valores teriam sido desviados pela prefeitura municipal.

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O esquema de desvio no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ribeirão Preto foi descoberto acidentalmente nas investigações da Operação Sevandija, que envolveram interceptações telefônicas, análise de milhares de documentos e investiga o pagamento de propina para a liberação de honorários advocatícios.

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