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Com a morte de 20 jornalistas, acidente se torna a maior tragédia do jornalismo brasileiro; Sindicatos prestam homenagem aos profissionais

Victorino Chermont estava no voo que levava a Chapecoense para a Colômbia
Reprodução
Victorino Chermont estava no voo que levava a Chapecoense para a Colômbia

A queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para disputar a final da Copa Sul-Americana não abalou apenas o mundo do esporte, mas também, o dos jornalistas. Com 71 mortos, o acidente é a pior tragédia do jornalismo brasileiro.

O avião, que caiu em Cerro Gordo, entre as cidades de La Union e La Ceja Del Tambo (a 40 km de Medellín), levava atletas, integrantes da comissão técnica, convidados do time e 21 jornalistas brasileiros que cobririam a partida contra o Atlético Nacional (COL). Dos profissionais de imprensa, apenas um sobreviveu. 

Seis profissionais do canal Fox Sports , três da TV Globo , quatro da RBS , um do Globoesporte.com e sete jornalistas de rádios de Chapecó estavam no avião. Entre os nomes mais conhecidos estavam o repórter Victorino Chermont, o narrador Deva Pascovicci e os comentaristas Paulo Julio Clement e Mário Sérgio (ex-jogador), todos do canal Fox Sports .

Mario Sérgio está entre as vítimas do voo da Chapecoense. O ex-jogador era comentarista da Fox Sports
Reprodução/SporTV
Mario Sérgio está entre as vítimas do voo da Chapecoense. O ex-jogador era comentarista da Fox Sports

Seis pessoas foram retiradas dos escombros da aeronave, entre elas o jornalista Rafael Henzel, da Rádio Oeste Capital, de Chapecó. O goleiro Danilo, da Chapecoense, foi resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina lamentaram o acidente aéreo.

A Fenaj e os sindicatos de Jornalistas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Santa Catarina prestaram homenagem a esses profissionais e expressaram solidariedade aos parentes e amigos de todos os atingidos neste momento de dor.

A tragédia na Colômbia

O avião que levava o time brasileiro para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29). A administração do aeroporto José Maria Córdova, onde pousaria a aeronave, confirmou o ocorrido momentos depois.

Ainda com informações da imprensa local e agências internacionais de notícias, o avião da Chapecoense, de prefixo CP2933, da empresa LAMIA Airlines, se acidentou pouco antes de chegar ao destino, no município de La Unión.  

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A Aviação Civil da Colômbia não exclui a possibilidade de ter acabado o combustível do avião.  De acordo com o responsável pela Agência de Aviação Civil local (Aerocivil), Alfredo Bocanera, os investigadores começaram a analisar a chance do carburante ter acabado durante o voo. No entanto, as investigações levam a crer que o problema que causou a morte de jogadores, funcionários e jornalistas foi uma pane elétrica. 

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