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Julgamento deve começar pela manhã no Fórum da Barra Funda, zona oeste da capital paulista, e pode durar até cinco dias; a acusada é ré confessa

De acordo com a ré, em meio a uma das brigas do casal, Elize atirou na têmpora de Marcos e dividiu o corpo em seis partes
Reprodução/TV Globo
De acordo com a ré, em meio a uma das brigas do casal, Elize atirou na têmpora de Marcos e dividiu o corpo em seis partes

Quatro anos após matar, esquartejar e espalhar o corpo do marido em uma mata, Elize Matsunaga, 34, vai a júri popular a partir deste segunda-feira (28). As informações são da Folha de S.Paulo .

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O julgamento deve começar pela manhã no Fórum da Barra Funda, zona oeste da capital paulista e pode durar até cinco dias. Elize Matsunaga é ré confessa no caso que envolve o seu marido, o empresário Marcos Matsunaga, herdeiro do grupo Yoki.

O crime aconteceu na noite do dia 19 de maio de 2012. De acordo com a ré, em meio a uma das inúmeras brigas do casal, Elize atirou na têmpora de Marcos, dividiu o corpo em seis partes – com uma faca de cozinha – colocou-os em malas de viagem e livrou-se deles em uma mata em Caucaia do Alto, na Grande São Paulo.

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As partes do corpo de Marcos, incluindo a cabeça, foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada da data foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue.

Defesa e acusação de Matsunaga

"Fez isso por desespero. Desespero de uma mãe que ia perder sua filha. Abandonar as partes do corpo foi apenas uma consequência desse desespero, porque não encontrou outra saída", afirma a advogada Roselle Soglio, uma das defensoras de Elize.

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Para o Ministério Público Estadual (MPE), Elize matou o marido para ficar com o dinheiro de um seguro de vida no valor de R$ 600 mil. O promotor José Carlos Cosenzo ainda suspeita que ela tenha tido a ajuda de outra pessoa - a Polícia Civil ainda investiga essa hipótese.

A defesa diz ainda Justiça autoriza exumação do corpo do empresário Marcos Matsunaga
que, quando Elize Matsunaga esquartejou o corpo, a vítima já estava morta. A Promotoria suspeita, no entanto, que ele ainda estava vivo e que, por isso, havia sinais de sangue no pulmão. 

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