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Ação da CGU e da Polícia Federal mira esquema que fraudava licitações em Vitória da Conquista; mandados são cumpridos em cinco cidades do estado

Operação no interior da Bahia conta com 90 agentes da Política Federal e da Controladoria-Geral da União
Divulgação/Polícia Federal - 25.11.16
Operação no interior da Bahia conta com 90 agentes da Política Federal e da Controladoria-Geral da União

Um esquema de esvio de recursos do transporte escolar é o alvo da Operação Vigilante, deflagrada nesta sexta-feira (25) pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.

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Os responsáveis pela operação estimam um prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres públicos devido às fraudes em licitações do transporte escolar . Durante as investigações, os órgãos identificaram que o grupo direcionava as licitações a empresas ligadas a gestores municipais, superfaturava valores ao adulterar a quilometragem de linhas percorridas e cobravam a prestação de serviço de transporte, em dias sem atividade escolar. Em alguns casos, destacou a investigação, a quilometragem era cobrada acima do dobro da real distância percorrida pelos transportes escolares.

Segundo a Polícia Federal, as empresas envolvidas no esquema receberam mais de R$ 6 milhões do município de Malhada de Pedras, dos quais, estima-se que pelo menos R$ 3 milhões tenham sido desviados.

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Vigilante

Ao todo, 90 agentes participam da operação que cumpre dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, oito conduções coercitivas (quando a pessoa é encaminhada para depor), três medidas cautelares e 15 mandados de busca e apreensão, em cinco cidades: Malhada de Pedras, Salvador, Alagoinhas, Itagibá e São José do Jacuípe.

Segundo os órgãos de controle que fazem a operação, os envolvidos devem responder pelos crimes de responsabilidade, fraudes em licitação, organização criminosa, além de atos de improbidade. O nome da operação está ligado à empresa utilizada pela organização criminosa – que, em tupi, significa Vigilante – e também aos órgãos de controle, que se dizem “vigilantes quanto aos desvios de recursos públicos”.

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*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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