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Antônio Patrício dos Santos disse em depoimento à polícia que foi convidado pela própria vítima para ir a sua casa; Pamela Canzonieri morreu asfixiada

Italiana Pamela Canzonieri estava no Brasil trabalhando como garçonete em Morro de São Paulo, no litoral da Bahia
Reprodução/ Facebook
Italiana Pamela Canzonieri estava no Brasil trabalhando como garçonete em Morro de São Paulo, no litoral da Bahia

O suspeito de assassinar a cidadã italiana Pamela Canzonieri em Morro de São Paulo, localidade turística no litoral da Bahia, confessou nesta quinta-feira (24) que foi realmente o autor do crime. 

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A Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que o homem foi identificado como Antônio Patrício dos Santos, mais conhecido na região como "Fabrício". Ele mora na mesma rua onde Pamela residia e, de acordo com sua versão, foi convidado pela própria vítima para ir à sua casa.

No entanto, ele alega não se lembrar de detalhes do assassinato, já que teria se encontrado com a italiana após usar muita cocaína. No local do crime, os investigadores descobriram vestígios de consumo de droga e não identificaram sinais de arrombamento.

Patrício dos Santos já tem passagens pela polícia por associação ao tráfico, tendo sido pego vendendo entorpecentes. "Ele disse que tinha usado bastante cocaína antes de encontrar a italiana e que não se recordava muito bem dos detalhes do crime", afirmou a delegada de polícia Argimária Freitas, que cuida do caso.

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Pamela tinha 39 anos e foi encontrada morta na última quinta-feira (17). A autópsia determinou que a causa da morte foi asfixia causada por "esganadura" no pescoço com as mãos. Os restos mortais da vítima devem voltar à Itália nesta sexta (25).

Pamela era natural de Ragusa, na Sicília, onde amigos e parentes se reuniram na quinta-feira (24) para fazer uma procissão com velas em homenagem a ela e pedir "justiça". A Procuradoria da capital italiana, Roma, abriu um inquérito por homicídio doloso sobre o caso.

Drogas

O pai de Pamela Canzonieri, Giovanni, negou que sua filha fosse usuária de drogas. "Minha filha não fazia uso de substâncias entorpecentes. Para que sujar o nome dela assim? Era uma menina brilhante", disse Giovanni à rede "Video Regione".

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Ainda durante a conversa com o jornalista, o pai da jovem informou que rompeu seu silêncio para restaurar a imagem "bonita e limpa" de Pamela. Ele ainda contou que sua filha amava o Brasil e vinha ao País sempre que possível. Ela estava no Brasil trabalhando como garçonete em Morro de São Paulo, um dos pontos turísticos mais procurados do litoral da Bahia. 

* Com informações da Ansa

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