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Quase 100 bombeiros atuaram no combate às chamas por mais de oito horas; três pessoas receberam atenção médica e ruas seguem interditadas

Incêndio em centro comercial mobilizou 65 homens do Corpo de Bombeiros na madrugada desta quinta-feira (24)
Corpo de Bombeiros de SP
Incêndio em centro comercial mobilizou 65 homens do Corpo de Bombeiros na madrugada desta quinta-feira (24)

Um incêndio de grandes proporções  destruiu completamente um shopping popular durante a madrugada desta quinta-feira (24) no Brás, bairro na região central de São Paulo. O combate às chamas, que começaram a se propagar pouco antes da meia-noite, só foi concluído por volta das 8h desta manhã.

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, que empenhou 95 homens no combate às chamas, três pessoas passaram mal e precisaram receber atenção médica devido à inalação de fumaça. As vítimas foram retiradas do centro comercial pelo teto do local e apenas uma delas precisou ser levada a uma unidade médica, mas seu estado de saúde é estável.

O shopping popular é localizado na Rua Roque Victor Vasto e, devido ao incêndio , diversas vias foram interditadas na região. Ao todo, 14 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados devido ao incidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o não possui o Auto de Vistoria, documento obrigatório que atesta a segurança de edificações. As causas do incêndio ainda serão investigadas.

As fortes chamas que tomaram o shopping, que era voltado ao comércio de roupas e produtos eletrônicos, chegaram a atingir a fiação elétrica durante a madrugada – o que obrigou o corte da energia por algumas horas.

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Segundo incêndio

O incidente no shopping popular foi o segundo seguido em cerca de 24 horas no Brás, bairro que fica na região central da capital paulista. 

Outro incêndio havia ocorrido no início da manhã desta quarta-feira (23) na mesma região, deixando quatro mortos e 24 feridos em um cortiço.

O local abrigava famílias de bolivianos que trabalhavam na confecção de roupas para as lojas do bairro. Ainda nesta quarta-feira, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego informou que vai investigar oincidente .

Segundo o auditor fiscal do trabalho, Renato Bignami, disse à Agência Brasil, a situação dos imigrantes na zona atingida pelo fogo era irregular, já que permaneciam ali, confinados, tanto para trabalhar quanto para viver.

O imóvel possui dois andares e, no local, foram encontrados botijões de gás, o que é proibido pelas normas do trabalho na legislação brasileira. Ademais, foi encontrada uma sobrecarga de fios elétricos e amontoados de tecidos utilizados na fabricação de roupas.

De acordo com o auditor fiscal, o Ministério do Trabalho deve apurar, também, se a fábrica atingida nesta quarta-feira abrigava a situação chamada “sweat shop”, algo similar ao trabalho escravo. Ele explicou que esse tipo de “sistema trabalhista” foca nas subcontratações, terceirização intensa da cadeia produtiva, jornada de trabalho fatigante – em que os empregados ficam presos em um local precário, tal qual este incendiado.

*Com informações da Agência Brasil

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