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Pesquisa realizada em 2015 mostra que número de mortes de crianças de até um ano caiu para 2,5%, tendo registrado 28% na década de 1970; veja mais

Número de mortes de crianças no País teve declínio pela melhoria na qualidade do pré-natal às grávidas e primeiros anos
Pixabay / Divulgação
Número de mortes de crianças no País teve declínio pela melhoria na qualidade do pré-natal às grávidas e primeiros anos

A mortalidade infantil continua em queda no Brasil, registrando o menor número em décadas, segundo revelou o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (24). O dado é um dos mais importantes para entender o desenvolvimento social do País. Em 2015, o número de óbitos de crianças menores de um ano atingiu 2,5%, enquanto, em 2005, era de 4%.

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Ainda segundo os estudos do IBGE , o número de óbitos de crianças menores de um ano em 1974 alcançava 28%, revelando a grande queda dentro de pouco mais de 40 anos. Já na faixa de crianças de até 5 anos, o percentual em 2015 foi de 3%, sendo que dez anos antes o número registrado foi de 4,8%. Se considerarmos o ano de 1974, as mortes chegavam a 35,6%.

O estudo afirma que a diminuição da mortalidade infantil possui diversos fatores de influência, sendo um deles a queda dos níveis de fecundidade das mulheres brasileiras. Também pode ser considerado o aumento da escolaridade feminina e a elevação do percentual de domicílios com saneamento básico adequado – ou seja, crianças criadas com acesso ao esgoto sanitário, água potável e coleta de lixo.

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Além disso, o número de mortes de crianças no País teve declínio por causa da melhoria na qualidade do atendimento pré-natal às grávidas e durante os primeiros anos de vida. “Diversas ações advindas não somente das esferas governamentais, mas também de entidades privadas e organizações sociais, foram conduzidas com o propósito de reduzir a mortalidade infantil e infanto-juvenil”, afirma a pesquisa.

Mães mais velhas

Ainda de acordo com o IBGE, no estudo “Estatísticas do Registro Civil 2015” divulgado nesta quarta-feira, as mulheres brasileiras estão se tornando mães mais tardiamente. Para se ter ideia, em 2005, 30,9% dos nascimentos aconteciam no grupo de mães entre 20 e 24 anos. Em 2015, o percentual nessa faixa etária caiu para 25,1%.

Já os nascimentos do grupo de mulheres entre 25 a 29 anos, de 2005 a 2015, se mantiveram estáveis, passando de 24,3% para 24,5%.

Segundo o instituto, os dados de 2015 evidenciam o aumento da representatividade de mães entre 30 e 39 anos (de 22,5%, em 2005, chegando a 30,8%, em 2015) e a redução dos registros de filhos de mães mais jovens. No grupo de mães de 15 a 19 anos, o percentual de nascimentos caiu de 20,3%, em 2005, para 17%, em 2015.

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Dividindo os nascimentos por regiões do País, a Região Norte concentrou o maior número de mães mais jovens, com 23,3% dos nascimentos entre mães de 15 a 19 anos, e 29,7% relativos a mães de 20 a 24 anos. Já os nascimentos relativos a grupo de mulheres com 30 a 34 anos concentraram-se no Sudeste (22,4%) e Sul (22%), bem como na faixa de 35 a 39 anos, com 12,3%, no Sudeste, e 11,7%, no Sul. Para o IBGE, o conhecimento das diferenças regionais é de grande relevância para elaboração e implantação de políticas públicas.

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