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Projeto proíbe o uso do bilhete em vans intermunicipais; com a medida, o governo do Rio de Janeiro estima uma economia anual de R$ 258 milhões

Após protesto, policiamento foi reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos
Tomaz Silva/ABr
Após protesto, policiamento foi reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos

Mais dois projetos do pacote de cortes de gastos do governo fluminense serão discutidos na tarde desta quarta-feira (23) no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Um deles é o que limita em R$ 150 o subsídio do governo do estado ao usuário do Bilhete Único intemunicipal. Atualmente, não há teto para o gasto.

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Além disso, o projeto proíbe o uso do bilhete único em vans intermunicipais. Com a medida, o governo do Rio de Janeiro estima uma economia anual de R$ 258 milhões.

O segundo projeto a ser discutido nesta quarta prevê que os passageiros que utilizam as barcas da Ilha do Governador e da Ilha de Paquetá passem a pagar a tarifa do bilhete único, independentemente da integração intermunicipal. Os moradores dessas duas ilhas com direito à gratuidade no transporte também perderão o benefício. Eles pagarão metade do valor do bilhete.

Até o momento, já foram discutidos sete dos 21 projetos do pacote que entraram na pauta da Alerj. Mais sete foram retirados da pauta e um teve a tramitação suspensa pela Justiça.

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As propostas retiradas de pauta são aquelas que previam a extinção de autarquias e fundações estaduais. A proposta suspensa pela Justiça prevê o fim dos triênios para os servidores.

Ocupação

No início do mês, o plenário da Alerj havia sido ocupado por servidores estaduais em protesto contra as medidas de austeridade, chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas.

Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

“Afronta ao Estado”

Após o protesto , o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considerava que a ocupação do plenário da Casa no Rio de Janeiro era um “crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considera que a invasão foi “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

* Com informações da Agência Brasil.

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