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Após ser preso pela Polícia Federal, o ex-governador do Rio foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, depois de sentir um forte mal-estar

Defesa de Garotinho informou que está tentando a transferência do ex-governador, para que sejam realizados exames mais detalhados
Leonardo Prado/Câmara
Defesa de Garotinho informou que está tentando a transferência do ex-governador, para que sejam realizados exames mais detalhados

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), preso nesta quarta-feira (17) pela Polícia Federal , continua internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro. Garotinho foi levado ainda na quarta à unidade depois de sentir um mal-estar.

A defesa de Garotinho informou que está tentando, junto à Polícia Federal, a transferência do ex-governador , para que sejam realizados exames mais detalhados, que possam investigar melhor alterações em seus exames cardíacos.

O mandado de prisão dele foi expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira. Ao todo, foram cumpridos nesta quarta oito mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e uma ordem de condução coercitiva. Os detidos estão sendo conduzidos ao sistema penitenciário de Campos.

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O advogado de Garotinho , Fernando Fernandes, também informou, por meio de nota, que o pedido de habeas corpus feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi extinto e não negado. Segundo ele, o TSE extinguiu o pedido para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro examine um novo habeas corpus.

Garotinho é acusado de compra de votos nas eleições municipais de Campos dos Goytacazes, onde ele é secretário municipal de governo e sua esposa, Rosinha Garotinho, é a atual prefeita. Eles são suspeitos de usar o programa municipal Cheque-Cidadão com fins eleitorais.

Do governo à cadeia

Nesta quinta-feira (17), outro ex-governador carioca foi preso. Sergio Cabral (PMDB) foi preso em sua casa, no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro , durante operação deflagrada pela Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB).

A Operação Calicute é resultado de investigação em curso na força-tarefa da Operação Lava jato no Estado do Rio de Janeiro em atuação coordenada com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, e tem o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Rio. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.

A apuração identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes públicos, entre eles, o ex-governador Sergio Cabral, que foi conduzido para a Superintendência da PF, na Praça Mauá, zona portuária da cidade.

* Com informações da Agência Brasil.

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