Tamanho do texto

Dois dos 21 projetos do pacote de corte de gastos foram discutidos nesta quarta, mas não foram votados porque receberão emendas parlamentares

Rio de Janeiro - Policiamento será reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos
Tomaz Silva/ABr
Rio de Janeiro - Policiamento será reforçado na Assembleia Legislativa para votação de pacote de corte de gastos

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, nesta quinta-feira (17), mais dois projetos de lei do pacote de medidas de corte de gastos proposto pelo governo estadual. Um deles é o aumento da contribuição previdenciária dos servidores ativos e inativos de 11% para 14%. A contribuição patronal passará de 22% para 28%.

LEIA TAMBÉM:  Força Nacional reforça policiamento para Rio votar pacote anticrise

Os poderes Legislativo e Judiciário ficarão responsáveis pelo pagamento da parte patronal da previdência de seus servidores. Parte da receita do Documento de Arrecadação Única (Duda) do Detran deverá ser repassada ao sistema de previdência pública do estado do Rio de Janeiro , o Rioprevidência.

O objetivo, segundo o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), é garantir a cobertura financeira dos benefícios previdenciários.

O segundo projeto a ser discutido ainda nesta quinta é a extinção da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores (Ceperj). Os funcionários serão repassados à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão. A medida trará uma economia estimada de R$ 3,2 milhões.

Os dois primeiros dos 21 projetos do pacote de corte de gastos foram discutidos nesta quarta (16), mas não foram votados porque receberão emendas parlamentares.

Manifestação na Assembleia

Ainda nesta quarta-feira, policiais e manifestantes entraram em confronto  em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Centenas de servidores que se concentraram no local desde o início da manhã tentaram transpor as grades colocadas em frente à Alerj e foram repreendidos pela polícia, que usou gás de pimenta, bombas de efeito moral e jatos de água.

Pezão disse que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do estado
Twitter/Reprodução
Pezão disse que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do estado

A segurança no local havia sido reforçada pela Força Nacional de Segurança, a pedidos de Pezão. Os manifestantes são contrários às medidas de austeridade propostas pelo governador.

Em reação à manifestação, o peemedebista disse que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do estado  e pediu que manifestantes levem ideias e não violência à Alerj, onde estão sendo discutidas medidas propostas pelo governo do estado para enfrentar a crise.

“Que essas pessoas que estão indo lá com violência, levem ideias para dentro do parlamento, para a gente resolver a crise, que não é no Rio de janeiro, é a crise no Brasil”, disse o governador, após a confusão.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.