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Polícia usou bombas e spray de pimenta contra os manifestantes que forçaram entrada em prédio da Alerj, gerando tensão no centro da cidade

Tropa de choque da PM usou dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes
Twitter/Reprodução
Tropa de choque da PM usou dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes


O protesto que reúne milhares de servidores públicos em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (16), acabou em confronto com a Polícia Militar e forçou os comerciantes, com medo de depredação e invasão, a fecharem as portas nas ruas próximas do local. 

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A tropa de choque da PM usou dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que se dispersaram no primeiro instante, mas voltaram a se reagrupar logo depois. 

Grande parte dos militantes é formada por policiais militares que criticam os colegas em serviço, dizendo que "a luta é por eles". 

Confusão

No início da tarde, a situação ficou tensa depois que um grupo forçou a entrada no prédio da Alerj e derrubou uma das grades de proteção instalada em todo o perímetro para evitar invasões.

Para repimir o grupo, policiais dispararam várias bombas de efeito moral e seguiram pela Rua da Assembleia, sendo hostilizados com vaias, xingamentos e manifestantes que jogavam objetos contra a tropa, que respondia com mais bombas de gás.

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O cheiro do gás lacrimogêneo chegou a ser sentido dentro do próprio plenário da Alerj, onde os deputados iniciaram a votação do projeto do governo do Estado, que visa reequilibrar as contas públicas e prevê mudanças em empregos, salários e a aposentadoria dos servidores.

Desde que declarou Estado de falência, o Rio de Janerio vem tentando buscar medidas para sair da crise, entre elas, o corte de 30% dos salários do governador, vice-governador, de secretários e subsecretários estaduais e a redução do limite para pagamento de dívidas de pequeno valor no estado. Nesta quarta-feira, a Alerj votará duas das 21 medidas.

Dezenas de policiais da Força Nacional foram convocados emergencialmente para garantir a segurança. Na semana passada, a assembleia chegou a ser depredada em um protesto. Para evitar invasões, os próprios servidores organizaram um cordão de isolamento antes das grades.

Governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, repudiou violência afirmando que eles não trarão benefício ao debate
Fernando Frazão/ Agência Brasil (23/12/2015)
Governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, repudiou violência afirmando que eles não trarão benefício ao debate


Pezão

O governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, repudiou os atos de violência afirmando que "eles não trarão benefício ao debate sobre a crise financeira do Estado" e pediu que manifestantes "levem ideias e não violência à Alerj".

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Pezão defendeu as medidas de ajuste, duramente criticada pelos manifestantes, explicando que elas buscam dar previsibilidade à folha de pagamento do Estado, que, segundo ele, ainda não está garantida para os próximos dois anos. Segundo o governador, o Rio só tem dinheiro para pagar dez meses de salários dos servidores ativos e inativos nos próximos dois anos.

* Com informações da Agência Brasil

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