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Após confronto entre servidores e a polícia, o governador do Rio de Janeiro pediu que manifestantes tragam "ideias e não violência" para a Alerj

“Que essas pessoas que estão indo lá com violência, levem ideias para dentro do parlamento, para a gente resolver a crise
Fernando Frazão/ Agência Brasil
“Que essas pessoas que estão indo lá com violência, levem ideias para dentro do parlamento, para a gente resolver a crise", disse Pezão

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira (16) que a violência não trará benefício ao debate sobre a crise financeira do estado e pediu que manifestantes levem ideias e não violência à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde estão sendo discutidas medidas propostas pelo governo do estado para enfrentar a crise.

Manifestantes foram impedidos de entrar no prédio  da Alerj na manhã desta quarta por forças de segurança. O palácio está cercado por grades e vigiado por policiais.

“Que essas pessoas que estão indo lá com violência, levem ideias para dentro do parlamento, para a gente resolver a crise, que não é no Rio de janeiro, é a crise no Brasil”, disse o governador.

Entre as propostas do pacote fiscal do governo do Rio estão o corte de programas como o aluguel social e os restaurantes populares, além do aumento de contribuições previdenciárias, inclusive para aposentados.

Manifestantes provocaram tumulto em ato em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira
Reprodução/Globonews
Manifestantes provocaram tumulto em ato em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira

Pezão defendeu as medidas e disse que elas buscam dar previsibilidade à folha de pagamento do estado, que, segundo ele, ainda não está garantida para os próximos dois anos. Pezão disse que só há dinheiro para pagar dez meses de salários dos servidores ativos e inativos nos próximos dois anos.

Ocupação

Na última terça-feira (8), o plenário da Alerj havia sido ocupado por servidores estaduais em protesto contra as medidas de austeridade, chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas.

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Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

“Afronta ao Estado”

Após o protesto, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considerava que a ocupação do plenário da Casa era um “crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considera que a invasão é “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

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Picciani garantiu ainda, em nota, que a Alerj iniciaria nesta quarta as discussões sobre as matérias enviadas pelo Executivo. O peemedebista informou ainda que os prejuízos causados ao patrimônio público após a manifestação dos servidores serão “registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados”.

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