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Principal avenida da capital paulista ficará disponível somente para pedestres e ciclistas por uma hora a mais do que era praticado até então

Avenida Paulista passará a ficar aberta somente a pedestres e ciclistas das 10h às 19h a partir deste domingo (13)
André Tambucci / Fotos Públicas
Avenida Paulista passará a ficar aberta somente a pedestres e ciclistas das 10h às 19h a partir deste domingo (13)

 A partir deste domingo (13), o horário do Programa Ruas Abertas na Avenida Paulista será ampliado em uma hora, e passará a funcionar das 10h às 19h. Durante o período, todas as faixas da avenida passam a ser de livre acesso a pedestres e ciclistas.

As alterações no sistema viário da região da Paulista feitas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também se estenderão por mais uma hora. Quem quiser se deslocar de carro no sentido Consolação deve utilizar a Avenida Bernardino de Campos, a Rua Treze de Maio, a Rua Cincinato Braga, a Rua São Carlos do Pinhal e a Rua Antônio Carlos. No sentido Paraíso, devem usar a Alameda Santos.

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Desde setembro do ano passado, 29 ruas em diferentes subprefeituras passaram a participar do programa Ruas Abertas. Entre as vias beneficiadas estão as Avenidas Engenheiro Luiz Gomes Cardim Sangirardi, na Vila Mariana; Sumaré, em Perdizes; Koshun Takara, na Casa Verde. No entanto, apenas na Paulista haverá ampliação de horário.

Repaginado durante a gestão de Fernando Haddad (PT) na capital paulista, o programa é um desdobramento do Ruas de Lazes, existente desde 1996. Até o ano passado, havia 331 ruas que eram fechadas para o uso exclusivo de pedestres  em toda a cidade.

Ciclovia

Inaugurada há pouco mais de um ano  e com 2,7 quilômetros de extensão e ligação com 11 outras ciclovias, a ciclovia da Avenida Paulista permite que o ciclista percorra vias exclusivas da zona oeste até a zona sul da cidade.

Hoje, São Paulo possui uma malha cicloviária com 414,5 quilômetros – dos quais 317,9 foram implantados na atual gestão, 64,7 quilômetros, por outros prefeitos e 31,9 quilômetros de ciclorrotas. Para a cicloativista Renata Falzoni, porém, as mudanças dos últimos anos não podem ser consideradas inovadoras. “Já estava na hora da Prefeitura de São Paulo cumprir as demandas negociadas com a sociedade civil”, disse.

A ciclista relembra que, desde a década de 1990, há leis obrigando a construção de ciclovias em novas avenidas e viadutos, assim como a reforma dos mesmos, porém, por muito tempo, as faixas exclusivas a bikes ficaram concentradas em parques. “Ainda que a sociedade civil organizada demandasse, a bicicleta foi e continuou sendo tratada como lazer. Entre 1990 e 2012 (quando foi decretada a Política Nacional de Mobilidade Urbana) tudo o que tivemos foram promessas vazias descumpridas”, completou.

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