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Ato repudia a possível formatura de Daniel Tarciso da Silva Cardoso, que responde a processo judicial pelo abuso sexual de uma aluna de medicina

USP: alunas começaram a concentração por volta de 10h em frente à faculdade e depois entraram no prédio
Reprodução/ Facebook/ Amanda Salgado
USP: alunas começaram a concentração por volta de 10h em frente à faculdade e depois entraram no prédio

Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP-SP) e de outros cursos fizeram nesta quarta-feira (9) um protesto no prédio da faculdade em repúdio à possível formatura e colação de grau do aluno Daniel Tarciso da Silva Cardoso, que responde a processo judicial pelo estupro de uma estudante de medicina, que também o acusa de tê-la dopado com bebida adulterada, durante uma festa, em 2012. A denúncia foi feita em 2015.

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Depois de uma sindicância, a USP puniu o aluno com uma suspensão de um ano e meio. Depois disso, Daniel que é ex-policial militar e tem 35 anos, fez as provas e completou todos os créditos necessários para a conclusão do curso.

“Ele concluiu a graduação, mas não colou grau. O que nos é dito é que a punição dele já foi cumprida, mas nós esperamos bloquear a colação até terminar o processo na Justiça. Ele foi punido pela faculdade apenas pelo que admitiu ter feito, que foi ter tirado foto de uma menina nua em uma ambulância e ter dado bebidas que ele sabia terem sido adulteradas. Para a universidade, ele não admitiu nenhum crime sexual”, disse a estudante de Medicina e integrante do coletivo Geni, Luíza Ribeiro, 30 anos, que participou do ato.

Seis denúncias

A doutoranda em direito da USP, Marina Ganzarolli, explicou que, no total, das seis denúncias foram feitas contra Daniel Tarciso, quatro não levaram o caso para a Polícia Civil. A conclusão do curso pelo acusado foi informada às alunas por professoras.

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“Se nós não conseguirmos punir administrativamente esse aluno, que faz parte de um caso emblemático, com mais robustez de provas e mais número de vítimas, que mensagem a Faculdade de Medicina está passando para a sociedade e a comunidade acadêmica?".

As alunas começaram a concentração por volta de 10h desta quarta em frente à faculdade e depois entraram no prédio onde continuaram o protesto.

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A Faculdade de Medicina da USP informou – por meio de nota – que "o caso está em análise jurídica pela Universidade de São Paulo para verificar se existe a obrigatoriedade de conceder a colação de grau ao aluno, após ele ter cumprido integralmente a suspensão que lhe foi imposta. Vale ressaltar, ainda, que o caso segue na Justiça". O Ministério Público disse que não pode se pronunciar porque o caso está em andamento.

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