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Protesto na Assembleia Legislativa durou cerca de duas horas; segundo o presidente da Casa, manifestantes provocaram vandalismo no prédio

Servidores protestam contra as medidas propostas pelo governador, que são chamadas de
Divulgação/Alerj
Servidores protestam contra as medidas propostas pelo governador, que são chamadas de "pacote de maldades"

Servidores estaduais ocuparam na tarde desta terça-feira (8) o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) contra as medidas de austeridade anunciadas nesta semana pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). As propostas são chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas, sendo encerrada às 17h.

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Além dos servidores na ativa, participam do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

Segundo o deputado Jorge Picciani (PMDB), servidores destruíram o gabinete da vice-presidência da Assembleia
Divulgação/Alerj
Segundo o deputado Jorge Picciani (PMDB), servidores destruíram o gabinete da vice-presidência da Assembleia

Na segunda-feira (7), Pezão apresentou um conjunto de medidas com objetivo de reequilibrar as contas públicas do Estado . Os projetos de lei foram enviados à Assembleia e, se aprovados, irão gerar resultados positivos superiores a R$ 13 bilhões no ano que vem, de acordo com o governo.

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“São medidas que mostram o horizonte de que nós podemos atravessar essa turbulência, essa queda que nós tivemos do nosso PIB e das nossas receitas”, declarou Pezão em entrevista coletiva. Entre as medidas anunciadas estão o aumento do desconto previdenciário para o funcionalismo.

Também foi apresentada uma reestruturação administrativa, com a redução no número de secretarias de 20 para 12, além da extinção de sete autarquias e fundações. Caso as medidas não sejam aprovadas, o governo informa que o déficit no Estado pode atingir o valor de R$ 52 bilhões até o fim de 2018.

As propostas de autoridade são consideradas pelos oposicionistas como “pacote de maldade”. Além das medidas, o funcionalismo do Rio de Janeiro também sofre com atrasos de salário.

“Afronta ao Estado”

O presidente da Alerj, Jorge Picciani ( PMDB ), emitiu nota à imprensa na qual considera que a ocupação do plenário da Casa “é um crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considera que a invasão é “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.

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Picciani garantiu ainda que a Assembleia iniciará no dia 16 as discussões sobre as matérias enviadas pelo Executivo. O peemedebista informa ainda que os prejuízos causados ao patrimônio público após a manifestação dos servidores serão “registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados”.

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