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Operação Hefestus foi deflagrada por 40 policiais, que cumprem sete mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Salvador e Serrinha

Cerca de 40 policiais participaram da operação e cumpriram sete mandados de busca e apreensão em três cidades
Marcelo Camargo/ Agência Brasil - 05.09.2016
Cerca de 40 policiais participaram da operação e cumpriram sete mandados de busca e apreensão em três cidades


A Polícia Federal desticulou uma organização criminosa que comercializava armas de fogo ilegalmente na Bahia na manhã desta sexta-feira (8). Apelidada de "Hefestus", a operação foi deflagrada por cerca de 40 policiais, que cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades baianas de Feira de Santana, Salvador e Serrinha.

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Segundo as investigações da PF , o grupo fraudava processos administrativos de aquisição e registro de armas de fogo da própria corporação, como forma de legitimar e embasar as vendas ilegais.

Além disso, os investigados tinham auxílio de uma loja legal de armas, de despachantes, instrutores de tiro e até servidores públicos, entre eles um da PF.

“A venda de armas de fogo necessita de uma série de requisitos e essa quadrilha se infiltrou no serviço público e conseguia fraudar diversas etapas de processos administrativos de aquisição e registro de armas de fogo. As investigações mostraram que 60 armas foram vendidas em um ano. Recuperamos sete e as demais ainda vamos buscar e recuperar”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Marcelo Siqueira.

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Os agentes estimam, no entanto, que o número de armas vendidas ilegalmente seja “muito maior” que as 60 divulgadas. As pessoas que adquiriram armas ilegalmente por meio do esquema já foram identificadas pela polícia federal, que recuperou algumas das pistolas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Investigados tinham auxílio de uma loja legal de armas, de despachantes, instrutores de tiro e até servidores públicos
Polícia Federal/Divulgação - 04.10.2016
Investigados tinham auxílio de uma loja legal de armas, de despachantes, instrutores de tiro e até servidores públicos


Crimes

Os investigados na operação podem responder pelos crimes de organização criminosa, comércio ilegal e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, além de inserção de dados falsos em sistemas de informações e falsidade ideológica.

As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão. Até o momento, ninguém foi preso.

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Além das apreensões realizadas, a Justiça Federal determinou a suspensão do exercício da função pública dos servidores envolvidos no esquema.

As atividades econômicas da loja e de um instrutor, que estavam envolvidos com o esquema do grupo e também são investigados, também foram suspensas depois da desarticulação da quadrilha pela PF nesta terça. Ele fornecia comprovantes falsos de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo a pessoas que não realizavam os testes necessários e de forma adequada. 

* C om informações da Agência Brasil

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