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Corregedoria da Polícia está participando das investigações, já que as famílias suspeitam do envolvimento de agentes públicos no sumiço

Secretário Mágino Barbosa determinou que o COE, grupo especial da Polícia Militar, participe das buscas aos jovens
Divulgação/Governo de São Paulo - 17.5.2016
Secretário Mágino Barbosa determinou que o COE, grupo especial da Polícia Militar, participe das buscas aos jovens

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que a Polícia Militar (PM) irá utilizar helicópteros na busca dos cinco jovens que desapareceram em Ribeirão Pires, na Região Metropolitana do Estado, no dia 21 de outubro, quando se dirigiam para uma festa. Os trabalhos serão conduzidos pelo Comando de Operações Especiais (COE).

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Os rapazes, que têm idade entre 16 e 30 anos, estavam em um veículo, que chegou a ser encontrado pela polícia . Entretanto, não há nenhuma pista sobre o paradeiro dos jovens. O carro estava em uma alça de acesso ao Rodoanel e não apresentava nenhum sinal de violência.

A determinação para que o COE entre no caso foi anunciada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Mágino Barbosa. “É uma equipe especializada em buscas em mata fechada. E parte dessa área onde eles provavelmente estariam é uma área com mata bastante fechada”, disse o titular da pasta, após reunião com parentes dos desaparecidos e integrantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

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Também participou do encontro o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo , Júlio Fernandes Neves. A Corregedoria está integrando as investigações em razão da suspeita de que agentes públicos tenham envolvimento com o sumiço. Isso porque um dos jovens, antes de desaparecer, teria mandado mensagem de celular à família informando que havia sido parado em uma blitz.

Participação da PM

Apesar de os parentes dos rapazes afirmarem que a PM está envolvida no desaparecimento, o secretário garante que “não há qualquer evidência na participação de policiais no desaparecimento desses rapazes”.

Um dos garotos que estava com o grupo ficou paraplégico há cerca de dois anos após ser baleado pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) em uma perseguição.

Buscas improvisadas

Diante do que a família considera como lentidão da PM na busca pelos desaparecidos, parentes dos jovens iniciaram buscas improvisadas pela zona leste da capital. Adriana Moreira, mãe de um dos garotos, afirmou que grupos saem em comboios com até 25 carros para procurar pistas.

“Se fosse filho de rico já tinha aparecido, nem que fosse só o corpo. Como é filho de pobre, que mora na periferia, já são 14 dias sem saber notícia”, protestou Adriana, após a reunião.

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O advogado Ariel de Castro Alves, que integra o Condepe, também criticou a lentidão das operações da polícia. "Essas buscas do COE deveriam ter se iniciado no domingo [dia 23], quando as famílias foram fazer o boletim de ocorrência”, disse.


* Com informações da Agência Brasil

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