Um agente socioeducativo da Fundação Casa morreu e dois ficaram feridos na noite de terça-fera (4), durante uma rebelião de adolescentes infratores  na unidade de Marília, cidade localizada a 446 quilômetros da capital paulista. O tumulto começou às 21h e foi controlado por volta das 23h.

De acordo com nota da Fundação Casa , cinco funcionários da unidade e mais três pessoas, membros de uma igreja parceira da instituição, foram feitos reféns. Um dos servidores foi morto e dois sofreram ferimentos leves.

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Divulgação/Sap
Corregedoria-Geral da Fundação Casa instaurou sindicância para apurar morte de agente socioeducativo em rebelião

Durante o motim, 18 adolescentes que cumpriam medidas socioeducativas fugiram do local. Segundo a instituição, a Polícia Militar foi acionada e faz buscas na região. Até o momento, nenhum dos jovens foi recapturado.

A Corregedoria-Geral da fundação vai instaurar sindicância para apurar as circunstâncias em que ocorreram a morte do agente socioeducativo e a fuga de 18 adolescentes do local.

Em nota, a Fundação Casa informou lamentar a morte de um agente socioeducativo e informa que “irá prestar total apoio e solidariedade à família do servidor”.

Problema crescente

A ocorrência de fugas em unidades da Fundação Casa tem sido maior nos últimos anos, chegando ao patamar mais elevado da última década no ano passado. Segundo informou reportagem do iG , 528 internos fugiram das 150 unidades espalhadas por todo o Estado entre janeiro e setembro de 2015.

Esse número fez de 2015, em apenas nove meses, se tornar o ano com maior número de fugas desde 2005, quando 775 adolescentes conseguiram transpor os muros dos centros de internação.

A Fundação Casa não dispõe de números absolutos de rebeliões ocorridas anualmente. Segundo informou a assessoria de imprensa da instituição, isso se deve ao fato de existirem "diferentes classificações" para as confusões que acontecem dentro dos centros de internação. Desse modo, situações semelhantes podem ser consideradas "rebelião" pela direção de certa unidade, enquanto a diretoria de outro centro classificaria o mesmo episódio como "tumulto".

Jardinópolis

Na semana passada, também no interior de São Paulo, centenas de presos conseguiram fugir do Centro de Progressão Penitenciária de Jardinópolis durante uma rebelião. Os presos atearam fogo a uma sala do CPP e aproveitaram a confusão para escapar. Até o início desta semana, ao menos 335 detentos haviam sido recapturados

*Com informações da Agência Brasil

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