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Multivacinação tem como público-alvo crianças com menos de cinco anos e jovens entre 9 e 15 anos de idade; medicamentos contra a tuberculose, o HPV e a coqueluche estão entre as vacinas ofertadas gratuitamente

Se encerra nesta sexta-feira (30) a Campanha Nacional de Multivacinação , que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. Devem comparecer aos postos de saúde crianças menores de cinco anos e crianças e adolescentes na faixa de 9 a 15 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no País e reduzir os índices de abandono à vacinação – sobretudo entre adolescentes. Ao todo, 350 mil profissionais participam da campanha.

Cerca de 36 mil postos fixos; 350 mil profissionais participam da campanha de multivacinação, que ocorre em todo o País
Sumaia Villela/Agência Brasil
Cerca de 36 mil postos fixos; 350 mil profissionais participam da campanha de multivacinação, que ocorre em todo o País

Ainda segundo a pasta, estão sendo disponibilizadas vacinas contra a tuberculose, o rotavírus, o sarampo, a rubéola, a coqueluche, a caxumba e o HPV, entre outras. Como a vacinação é feita de forma seletiva para a população-alvo, não há meta a ser alcançada. Cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

Mudanças no calendário

Em janeiro deste ano, o ministério da Saúde alterou o esquema de quatro vacinas: a poliomielite, o HPV, a meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.

O esquema contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (dois, quatro e seis meses), mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até o ano passado, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.

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Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas e mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam aos três e cinco meses.

A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações oferece cerca de 300 milhões de imunobiológicos, entre vacinas e soros – incluindo todas as doses recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

*Com informações da Agência Brasil

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