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Profissional foi atingido na cabeça por um rojão enquanto cobria protesto na região central do Rio de Janeiro; caso ocorreu em fevereiro de 2014

Ministros do STJ determinaram que os dois acusados pela morte do cinegrafista da Band serão levados a júri popular
Wilson Dias/Agência Brasil - 27.9.2016
Ministros do STJ determinaram que os dois acusados pela morte do cinegrafista da Band serão levados a júri popular

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta terça-feira (27) que os acusados pela morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade sejam julgados pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro por homicídio qualificado.

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Na decisão, os ministros do STJ também decidiram retirar da denúncia duas agravantes, de impossibilidade de defesa da vítima e motivo torpe no cometimento do crime. Com o entendimento, os acusados responderão somente por uso de explosivos.

Fábio Raposo e Caio Silva de Souza foram denunciados pela morte do cinegrafista após soltarem um rojão que atingiu a cabeça do profissional, que estava a trabalho. O fato aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2014, durante uma manifestação na Praça Duque de Caxias, no centro do Rio. A morte cerebral de Santiago foi anunciada quatro dias depois.

Dolo eventual

Os ministros do STJ julgaram recurso do Ministério Público contra a decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Ao analisarem recurso dos advogados de defesa dos acusados, a 8ª Câmara do TJ-RJ entendeu que o crime hediondo não pode ser tipificado como dolo eventual no caso dos acusados. Para os magistrados, os denunciados não tinham consciência sobre o resultado provocado pela trajetória do rojão. Com a decisão, o caso seguiu para uma vara criminal e não para o Tribunal do Júri.

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