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Deputados suspenderam sessão devido à confusão, com direito a gás de pimenta, na Alesp; dois policiais ficaram feridos e um estudante foi detido

Estudantes e policiais militares protagonizaram tumulto e agressões nos corredores da Alesp nesta quarta-feira (14)
Mídia Ninja
Estudantes e policiais militares protagonizaram tumulto e agressões nos corredores da Alesp nesta quarta-feira (14)

Estudantes e policias militares promoveram confusão e empurra-empurra na manhã desta quarta-feira (14) em plenos corredores da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que realiza hoje novas diligências da CPI da Merenda .

A polícia chegou a utilizar gás de pimenta para conter os estudantes e, de acordo com a corporação, dois soldados ficaram feridos. Ao menos um suposto agressor foi detido e encaminhado ao 36º Distrito Policial.

Os estudantes alegam que a PM reprimiu e impediu alunos, pais e professores de acompanhar a reunião da CPI, conforme versão relatada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes).

A confusão se deu por volta das 10h, quando estava previsto o início da reunião do colegiado. Dezenas de pessoas se concentravam nos corredores da Assembleia e tentaram acessar o plenário da Casa ao mesmo tempo, sendo impedidas pelos policiais.

Devido ao tumulto, até mesmo alguns deputados estaduais foram impedidos de entrar e a sessão acabou sendo suspensa. As diligências foram retomadas somente por volta das 11h20.

Esta reunião da CPI da Merenda é a mais importante já realizada devido ao depoimento do presidente da Casa, deputado Fernando Capez (PSDB), um dos supostos envolvidos na chamada máfia da merenda. 

Máfia da merenda

No começo de maio, a Alesp foi ocupada durante três dias por estudantes secundaristas que cobravam a criação da CPI da Merenda. Dias após a reintegração de posse, os deputados decidiram assinar e protocolar o requerimento que pedia a instalação da comissão.

O colegiado foi instalado depois que a Polícia Civil e o Ministério Publico de São Paulo deflagraram, no dia 19 em janeiro, a Operação Alba Branca. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, as fraudes na contratação da merenda, entre 2013 e 2015, envolvem mais de 20 municípios.

Os contratos sob suspeita chegam a R$ 7 milhões, dos quais R$ 700 mil foram, segundo os promotores, destinados ao pagamento de propina e comissões ilícitas. A investigação mirava também contratos da Secretaria da Educação do governo Alckmin.

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