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Volume de vaias e gritos contrários ao governo conseguiram ser significativos o suficiente para interromper desfile realizado em Brasília

Agência Brasil

O presidente Michel Temer é cumprimentado na chegada ao desfile de 7 de setembro, nesta quarta-feira, em Brasília
Wilson Dias/Agência Brasil - 07.09.16
O presidente Michel Temer é cumprimentado na chegada ao desfile de 7 de setembro, nesta quarta-feira, em Brasília

O presidente Michel Temer foi alvo de vaias e de gritos exigindo a renúncia de seu governo durante desfile em homenagem à Independência do Brasil realizado nesta quarta-feira (7), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O episódio, mais uma demonstração da impopularidade do peemedebista junto a certos setores da população, ocorreu exatamente uma semana após a confirmação do impeachment de Dilma Rousseff .

Organizado por dezenas de pessoas que se encontravam no local, o protesto contra Temer conseguiu ser significativo o suficiente para levar o desfile a ser momentaneamente interrompido. Os manifestantes estavam sentados em uma arquibancada localizada na diagonal da tribuna reservada ao presidente, praticamente na frente de outro espaço onde se posicionaram diplomatas e demais autoridades.

Durante cerca de um minuto, os gritos e as vaias interromperam o protocolo do evento. Um dos manifestantes abriu uma pequena faixa com os dizeres "Não aceitamos governo ilegítimo". Em menor número, um grupo de pessoas na mesma arquibancada se opôs ao protesto, levantando pequenas bandeiras do Brasil que diziam: "A nossa bandeira jamais será vermelha".

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Após a execução do Hino Nacional, os protestos continuaram, mas de forma mais contida. O chefe do Executivo desceu do carro ao lado da primeira-dama, Marcela Temer, e se posicionou na tribuna onde estavam os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foi o primeiro evento público do peemedebista desde que assumiu a Presidência da República. 

No momento em que Temer deu autorização ao Comandante Militar do Planalto, general de Divisão César Leme Justo, para o início oficial do evento, não foram ouvidos mais protestos. Quando o desfile já estava ocorrendo, inclusive com a condução do Fogo Simbólico pelo atleta Arthur Nory, os presentes aplaudiram as apresentações.

Além de autoridades militares, acompanham o desfile ao lado de Temer os ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Justiça, Alexandre de Moraes, dentre outros.

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